- Geoff Duncan, ex-vice-governador republicano da Geórgia, concorre como candidato democrata ao governo do estado, com Keisha Lance Bottoms liderando a primária democrata.
- Na corrida republicana, o favorito é Rick, enfrentando o secretário de Estado Brad Raffensperger e o vice-governador Burt Jones.
- Duncan trocou de partido após críticas ao era Trump, participou de eventos democratas e escreveu o livro GOP 2.0 defendendo caminho conservador sem Trump.
- Defende usar o fundo de chuva da Geórgia, de cerca de $ 17 bilhões, para custear creches e reduzir a pobreza, e apoiar a expansão do Medicaid e contratação pública mais diversa.
- Reconhece ter se oposto à lei do batimento cardíaco que restringia abortos em Georgia, admitindo erro e propondo mudanças na política de saúde re produtiva.
Geoff Duncan, ex-lieutenant-governador republicano da Geórgia, concorre agora pelo Partido Democrata ao cargo de governador. A candidatura surge após sua excomunhão pelo GOP e acende o debate sobre potenciais cavernas de transição entre partidos na era Trump. O pleito na Geórgia vem em meio a uma disputa em que o favoritismo é de um republicano, com Rick Scott, Brad Raffensperger e Burt Jones como principais concorrentes.
Duncan trocou de sigla e passou a disputar a primary democrata, com Keisha Lance Bottoms, ex-prefeita de Atlanta e ex-funcionária de Biden, na liderança entre os democratas na terça-feira de votação. A eleição é centrada na avaliação de um caminho alternativo para lideranças republicanas diante do cenário nacional atual.
O ex-atleta profissional de beisebol sustenta que existe um público receptivo entre republicanos que pode se interessar por uma virada pragmática, especialmente diante de críticas a políticas de Trump. Em depoimentos, ele descreve dificuldades recebidas pela família devido a ataques ligados a Trump e defende uma transição que preserve a governança estável.
Duncan critica a posição adotada por Trump em 2020 e defende mudanças de rumo, como a defesa de expansão do Medicaid e a priorização de práticas de contratação inclusivas. Além disso, propõe rever a lei sobre aborto que apoiou em 2019, reconhecendo que decisões políticas devem considerar cenários médicos complexos e situações pessoais das mulheres.
A trajetória de Duncan na política estadual inclui antagonismos com a atual cúpula republicana, que já o afastou de eventos e de registros oficiais. A disputa de 2024 o encontra tentando traduzir sua experiência de legislatura em construção de consensos e soluções, em vez de retórica eleitoral.
AGeorgia mantém relevância histórica com mudanças partidárias ao longo das décadas, embora hoje enfrente um mapa eleitoral onde a coalizão de eleitorado e a gestão pública caminham sob incerteza. Duncan ressalta que o estado precisa se preparar para maior autonomia financeira diante de potenciais ajustes na parceria com o governo federal.
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