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Nove países da América Latina permitem cigarros eletrônicos

Nove países da América Latina permitem a venda de cigarros eletrônicos; no Brasil, projeto de lei pretende criminalizar fabricação, importação e comércio

Cerca de 90 países permitem o uso e venda de cigarros eletrônicos
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  • No mundo, entre oitenta e noventa países permitem venda e publicidade de cigarros eletrônicos, com cerca de quarenta proibindo e cerca de sessenta sem legislação definida.
  • Na América Latina, nove países permitem a venda: Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, Equador, El Salvador, Honduras, Paraguai e República Dominicana, cada um com regras específicas sobre importação, publicidade, idade mínima e advertências.
  • No Brasil, a Anvisa mantém a proibição de fabricar, vender, importar, divulgar ou distribuir dispositivos desde dois mil e nove; a Resolução mil quinhentos e cinquenta e cinco de dois mil e vinte e quatro reforça proibição em recintos coletivos fechados; tramita na Câmara o projeto de lei dois mil cento cinquenta e oito de dois mil e vinte e quatro, que tipifica como crime a produção e venda.
  • No Reino Unido, o Tobacco and Vapes Act, aprovado em dois mil e vinte e seis, restringe a venda para quem nasceu a partir de dois mil e nove e entra em vigor em dois mil e vinte e sete, além de criar imposto sobre o líquido de vapes a partir de outubro de dois mil e vinte e seis.
  • Na Austrália, desde julho de dois mil e vinte e quatro, a venda de cigarros eletrônicos ocorre apenas em farmácias mediante prescrição médica para cessação do tabagismo; na Ásia, Tailândia e Índia mantêm proibição total de importação e venda, com penalidades.

Cerca de 90 países liberam a venda e a publicidade de cigarros eletrônicos em diferentes regimes, com regras variadas. Na América Latina, nove nações permitem a comercialização, sob restrições ou enquadramento legal específico. No Brasil, a Câmara analisa projeto que propõe criminalizar a fabricação e venda.

Na região, Argentina permite importação, venda e publicidade controlada, com foco na saúde pública. Bolívia autoriza a venda, proíbe publicidade e exige avisos de saúde nas embalagens. Chile exige notificação ao Ministério da Saúde e informa danos à saúde, com venda permitida apenas para maiores de 18 anos.

Costa Rica tolera a comercialização, mas impõe imposto de 20% sobre fabricação e importação; venda a menores acarreta multa. Equador integra dispositivos à lei de controle do tabaco, com proibição de uso em locais de trabalho, espaços fechados e transporte. El Salvador não possui legislação específica, permitindo publicidade e venda. Honduras regula uso conforme leis de tabaco, com idade mínima de 21 anos e restrições em locais públicos. Paraguai restringe venda a lojas especializadas e limita o teor de nicotina; menor de 18 anos não pode comprar. República Dominicana equipara cigarros eletrônicos ao tabaco.

Legislação brasileira

A Anvisa mantém a proibição de fabricar, vender, importar, divulgar ou distribuir dispositivos desde 2009. A Resolução 855, de 2024, reforça a proibição de uso em recintos fechados coletivos. Também tramita o PL 2.158/2024, que classifica como crime contra a saúde pública a fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento e transporte desses itens. A análise ocorre na Comissão de Saúde.

Panorama mundial

No Reino Unido, o Parlamento aprovou o Tobacco and Vapes Act, proibindo venda para pessoas nascidas a partir de 1º de janeiro de 2009, com vigência de 2027. Também houve proibição de dispositivos descartáveis e criação de um imposto específico sobre líquidos de vape, válido a partir de outubro de 2026. A Austrália restringe a venda a farmácias mediante prescrição médica, desde julho de 2024, para cessação do tabagismo.

Na Ásia, Tailândia e Índia mantêm a proibição total de importação e venda, com penas de multa e detenção. Em resumo, diferentes países ajustam regras para cigarros eletrônicos, variando entre liberação, restrições de idade, impostos e requisitos de notificação.

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