- Alencar Santana afirma que a votação da PEC do fim da escala 6×1 deve ser expressiva e que há apoio popular dentro da comissão; a primeira versão do texto pode ser apresentada e votada em 20 de maio.
- O governo mantém posição favorável ao fim da escala e à redução da jornada sem corte salarial, e há resistência a emendas que atrasem a implementação, incluindo propostas de até 10 anos.
- A oposição pretende obstruir a tramitação com instrumentos regimentais, o que pode empurrar a votação para a próxima semana.
- A discussão envolve qualidade de vida e saúde do trabalhador, não apenas a pauta trabalhista; Daiana Santos pode ter papel de destaque na relatoria, conforme decisão do presidente da Câmara e do governo.
- O relator Leo Prates trabalha na primeira versão do parecer; o presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou sessões extras para acelerar o processo, com o principal impasse na regra de transição.
A proposta que encerra a escala 6×1 terá votação expressiva, afirma Alencar Santana. O presidente da comissão especial, PT-SP, recebeu o Correio para falar sobre a tramitação na Câmara e a expectativa de votação da primeira versão na quarta-feira (20).
Segundo Santana, há apoio popular ao tema que pode influenciar o placar dos deputados. Mesmo quem tem dúvidas pode optar pela posição da maioria, sustenta o parlamentar. A sessão decisiva deve ocorrer na sequência de audiências públicas.
O deputado disse que emendas com prazo de transição longo enfrentam resistência dentro da comissão. Em especial, emendas de apoiadores bolsonaristas defendem até 10 anos para implementar as mudanças.
Ele ressaltou que não há clima para prorrogar tanto o cronograma. A população tem boa expectativa sobre a mudança, segundo o parlamentar, e postergar geraria decepção.
Santana afirmou ainda que o governo mantém posição favorável ao fim da escala e à redução da jornada sem corte salarial. A orientação do Planalto foi reiterada nas audiências do colegiado.
A oposição promete obstrução e pode usar instrumentos regimentais para retardar a tramitação, reconheceu o presidente. A votação final pode ficar para a próxima semana, segundo ele.
Durante a entrevista, o parlamentar negou que a proposta trate apenas de uma pauta trabalhista. Para ele, envolve qualidade de vida e saúde dos trabalhadores.
Nos bastidores, surge a possibilidade de Daiana Santos assumir a relatoria, mas Santana disse que a decisão cabe ao presidente da Câmara, Hugo Motta, em parceria com o governo.
Para acelerar os trabalhos, Motta convocou sessões extras do plenário, servindo de referência para os prazos de emendas na comissão. O relator Leo Prates trabalha na primeira versão do parecer.
Prates afirmou que se reunirá com Motta ainda nesta semana para alinhar pontos do texto. O impasse principal continua a regulação da transição da mudança na escala de trabalho.
Setores empresariais defendem transição gradual, enquanto a base governista pressiona por aplicação imediata ou por uma redução escalonada mais curta. A votação depende desses desdobramentos.
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