- Em Ilocos Norte, comunidades pesqueiras e povos indígenas temem impactos de um novo parque eólico offshore nos tradicionais criadouros de pesca, incluindo a espécie Gamet, algas locais.
- O projeto BuhaWind Energy envolve cinco municípios da região e recebeu concessões de 25 anos, com promessa de grandes investimentos e geração de energia, sob supervisão do governo.
- Autoridades locais afirmam buscar mitigar impactos, mas pescadores Reuters e líderes comunitários combinam que a infraestrutura pode afetar rotas de pesca, vida marinha e meios de subsistência.
- Em paralelo, há expansão de projetos de energia renovável na região, que já é vista como polo de transição energética, com ações para atrair investimentos e aumentar a capacidade de geração de energia.
- Em áreas vizinhas, o loteado uso de terras para um parque solar em terras de uma tribo Isneg Yapayao enfrenta resistência, com conflitos sobre consentimento comunitário e desapropriações, enquanto órgãos governamentais estudam as regras para evitar irregularidades.
O que acontece: comunidades de pescadores e povos indígenas de Ilocos Norte manifestam preocupação com um conjunto de projetos de energia limpa propostos na região, incluindo parques eólicos offshore e uma usina solar em áreas controvérsias. Eles temem impactos na pesca, nos recursos naturais e nos territórios tradicionais.
Quem está envolvido: pescadores locais, líderes comunitários como Ed Singson, Arvin Mangrubang, e representantes de igrejas locais; autoridades provinciais; empresas de energia BuhaWind e ELPI/Nanchao Renewable Energy; além de órgãos como a NCIP e o DOE.
Quando e onde: a tensão cresce na região de Pasuquin, Burgos, Pagudpud e cidades vizinhas ao norte de Ilocos Norte, no noroeste das Filipinas, com atividades de consulta e obras em andamento entre 2025 e 2026.
Por quê: há planos para turbinas offshore que estariam sobre áreas de pesca tradicional, além de uma expansão de usina solar em terras indígenas. As comunidades temem deslocamento de pesca, danos ambientais e falta de consulta prévia.
Aprofundamento: Ilocos Norte, atual berço político da família Marcos, tem passado de base de combustível fóssil para polo de energia renovável. O governo mira 50% de energia limpa até 2050, com dezenas de projetos grandes na região.
Autoridades veem benefícios: o governo provincial diz que os empreendimentos podem gerar receita e empregos. Técnicos destacam que a região já abriga contratos de energias renováveis e recebe investimentos estrangeiros para parques eólicos.
Líderes comunitários e religiosos: representantes da comunidade denunciam falta de consulta e risco de desapropriação de terras — incluindo terras comunitárias de povos indígenas — e a destruição de recursos naturais. A igreja local enfatiza a necessidade de stewardship da criação.
Desdobramentos técnicos: dados oficiais indicam que Ilocos Norte concentra grande parte dos contratos de energia renovável no país, com várias usinas em desenvolvimento desde 2022. As autoridades associam isso à mudança de marco regulatório para energia estrangeira.
Subtítulo: Desafios e reservas locais
Parágrafos curtos descrevem incertezas sobre impactos na pesca, especialmente para espécies como gamet e peixes migratórios. Entidades como AGHAM ressaltam que não há evidência clara de impactos, mas defendem áreas de proteção marinha e participação comunitária.
Subtítulo: Projetos e controvérsias
O projeto BuhaWind, um parque offshore de cerca de 20 GW, envolve parcerias entre PetroGreen e Copenhagen Energy. Comunidades dizem que há pouca consulta efetiva e que os impactos na pesca podem exigir deslocamento considerável para longe da costa.
Parágrafos finais: a implementação está sujeita a estudos de viabilidade que podem levar anos. Oficiais da BuhaWind afirmam ter apresentado soluções como rotas de navegação, recifes artificiais e medidas para gentileza com a vida marinha, enquanto a NCIP aponta falhas de consentimento em áreas indígenas.
Conclusão informativa: o debate na região envolve equilíbrio entre ambição de energia limpa, proteção de meios de subsistência locais e respeito a direitos territoriais. As autoridades prometem monitorar impactos e buscar soluções com participação das comunidades.
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