- Paes, ex-prefeito do Rio, afirma em entrevista à BBC News Brasil que Lula é o melhor quadro para vencer as eleições, mas que o presidente não governará o Rio de Janeiro.
- Sobre a megaoperação policial de 2025 no Complexo do Alemão e na Penha, Paes a classifica como um gesto eleitoral e afirma que delinquente que enfrenta o Estado deve ser neutralizado; destaca que as comunidades do Alemão e da Penha continuam sob domínio do crime organizado.
- O candidato ao governo fluminense defende que partidos que apoiem a sua candidatura possam participar do governo, desde que haja liderança do chefe do Executivo e respeito às regras.
- Paes relembra sua trajetória política, destacando quatro mandatos como prefeito e as disputas anteriores pelo governo do estado, além de mencionar acusações envolvendo aliados de adversários no passado, sem ser condenado.
- Em tom de projeto, diz que, se eleito, fará política pública estável, com retomada de território e melhoria de segurança, educação e infraestrutura; reafirma que já tem Lula no palanque e que o presidente não governará o estado.
O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou a intenção de disputar o governo do estado pela terceira vez, em 2026. Em entrevista à BBC News Brasil, ele abordou segurança pública, cenário político fluminense e estratégias para conquistar eleitores de diferentes espectros.
Paes afirmou que o apoio de Lula é importante, mas que o presidente não deverá governar o Rio. O candidato comentou ainda que pretende manter alianças políticas, desde que haja condução responsável do governo estadual e respeito às regras institucionais.
O político esteve em Oxford, no Reino Unido, participando da 11ª edição do Brazil Forum UK. O objetivo era avaliar o atual momento político do estado e explicar a decisão de entrar na disputa majoritária, após ter garantido quatro anos de gestão na prefeitura.
Contexto político e governança estadual
Paes criticou a atual configuração de poder no estado, citando fragilidade institucional e a necessidade de eleições diretas. Ele mencionou que, na visão dele, o grupo que governou o estado recentemente apresentou falhas e que a população deve estar atenta ao histórico dos candidatos.
Sobre alianças, Paes disse que partidos que apoiem uma candidatura devem ter espaço no governo, desde que não haja desvios de legalidade. Ele ressaltou que o comando do Executivo continuará com o chefe do poder, não havendo delegação para práticas ilegais.
Operações policiais e segurança pública
O ex-prefeito criticou a megaoperação policial em 2025 no Complexo do Alemão e na Penha, atribuindo o episódio a problemas de planejamento do governo anterior. Paes defendeu a necessidade de neutralizar ações de criminosos que desafiam o Estado, mas disse que a política pública tem de guiar a atuação policial.
Questionado sobre futuras operações de grande porte,Paes afirmou que, se eleito, o governo terá uma estratégia voltada à retomada de território e à redução da violência por meio de políticas públicas efetivas.
Turbulência eleitoral e cenário nacional
A entrevista também abordou o peso de disputas anteriores, incluindo a relação com o Judiciário e a influência de figuras nacionais. Paes sustentou que a governança estadual depende de uma linha de atuação clara, sem recorrer a artifícios para beneficiar candidaturas.
Sobre o desempenho de adversários, o ex-prefeito citou episódios do passado envolvendo autoridades que ocupavam cargos na esfera estadual e alegou irregularidades em processos judiciais, mantendo o foco na necessidade de eleições diretas e na credibilidade das propostas.
Perspectivas e planos futuros
No desfecho da entrevista, Paes reforçou a ideia de que governar o Rio de Janeiro exige equilíbrio entre alianças políticas e responsabilidade administrativa. Questionado sobre planos após 2026, ele declarou que o objetivo é entregar resultados e que a continuidade dependerá de uma avaliação positiva do governo.
A conversa finalizou com o destaque de que Paes pretende enfrentar o pleito assumindo a liderança de uma gestão que priorize segurança, infraestrutura e desenvolvimento econômico, mantendo o diálogo com diferentes segmentos da sociedade.
Entre na conversa da comunidade