- O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, participou da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios e criticou o governo Lula.
- Entre as propostas, mencionou o fim da escala de trabalho 6×1, defesa de modelo baseado em hora trabalhada e anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, além de busca por redução do endividamento das famílias.
- Afirmou que o país precisa de ajuste de contas para reduzir juros e destacou o papel de “municipalista”, defendendo menos Brasília e maior autonomia para os municípios.
- Promete vetar ou impedir medidas do Congresso que criem despesas municipais sem indicar fonte de financiamento e defender maior repasse de recursos aos municípios durante a pandemia.
- Na área de segurança, prometeu endurecer contra facções, criar um Ministério da Segurança Pública com orçamento robusto e fortalecer guardas municipais com uso de inteligência artificial e integração de dados.
Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência, pediu mudanças na economia, na autonomia municipal e na segurança pública durante a 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, nesta terça-feira. O discurso teve registro de críticas ao governo Lula e foco em propostas para o Congresso.
O congressista destacou a necessidade de reduzir impostos, ampliar repasse de autonomia aos municípios e endurecer a segurança pública. Ele citou a defesa de um ajuste de contas para melhorar a segurança jurídica e reduzir a dívida do país.
Ao se apresentar como municipalista, Flávio ressaltou a gestão sob o estandarte de menos Brasília e mais Brasil, lembrando a distribuição de recursos federais aos municípios durante a pandemia. Promete vetar medidas que criem despesas sem fonte de financiamento.
Escala 6×1
Em debate no Congresso, o fim da escala de trabalho 6×1 foi citado por Flávio Bolsonaro. Segundo ele, a aprovação do texto em discussão poderia impactar os municípios em até R$ 100 bilhões por ano.
Ele afirmou que a legislação trabalhista está desatualizada diante de novas formas de contratação e sugeriu um modelo de pagamento por hora, mantendo direitos como 13º salário, férias, FGTS e INSS.
O pré-candidato defendeu jornadas mais flexíveis, com formatos como 4×3 ou meio período, para facilitar conciliação entre trabalho e cuidado familiar, especialmente para mulheres.
Segurança pública
Na área de segurança, Flávio prometeu endurecer ações contra facções criminosas e criar um Ministério da Segurança Pública com orçamento robusto para apoiar municípios. O tom foi firme em relação ao PCC e ao CV.
Ele sugeriu fortalecimento das guardas municipais por meio de inteligência artificial, monitoramento, integração de dados e treinamento com apoio da Polícia Federal. Também mencionou capacitação para uso de arma de fogo por agentes municipais.
O senador lembrou da violência no Nordeste, principalmente na Bahia, defendendo maior atenção à região, que classificou como solução, não problema.
Anistia
Flávio afirmou buscar, em um eventual governo, harmonia entre os Poderes e uma relação de independência com instituições subordinadas à Constituição. Em seguida, reiterou a defesa da anistia aos investigados pelos atos de 8 de janeiro.
Ele chamou os envolvidos de perseguidos políticos e disse que o governo buscará ampla, geral e irrestrita anistia. O discurso também enfatizou uma era do ódio e um governo voltado à estabilidade institucional.
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