- Governo e Motta discutem transição de três anos para o fim da escala 6×1, com a primeira hora reduzida em até noventa dias e as demais reduzidas de forma escalonada até dois mil e vinte e nove.
- Ala do PT pressiona para reduzir a transição para dois anos, buscando já diminuir duas horas ainda em dois mil e vinte e seis.
- Relatório esperado para ser apresentado na quarta-feira foi adiado para a próxima segunda-feira por divergências sobre o prazo de transição.
- A mesa de negociação envolve Motta, o relator Léo Prates, deputados da base e ministros, com divergências entre governo, parlamentares e empresários sobre o ritmo da mudança.
- Há apoio dentro do governo para aplicação imediata, enquanto o PT defende aceleração e o ministro Guilherme Boulos sinalizou que empresas poderiam se adaptar em poucos meses.
O governo e o Parlamento discutem uma transição de três anos para o fim da escala 6×1, segundo fontes da negociação. A proposta prevê reduzir a primeira hora de trabalho nos primeiros 90 dias e, a partir daí, diminuir as demais três horas de forma escalonada até 2029. O objetivo é adaptar as empresas ao fim da jornada 6×1 sem choque imediato.
A oposição, representada pelo PT, defende também uma transição, mas com variações: uma ala defende dois anos de transição, com redução de duas horas já neste ano. Motta, presidente da Câmara, participa das tratativas ao lado de integrantes do governo e do relator da proposta.
Avanços e entraves nas negociações
O relatório da PEC que trata do fim da escala foi adiado para a próxima segunda-feira, após divergências sobre o prazo de transição. Em reunião com o relator e ministros, Motta discutiu as possibilidades, ainda sem consenso.
Governistas avaliam que o período de quatro anos, com uma hora de redução anual, era o cenário inicial. Empresários pressionam por maior flexibilidade para o ajuste, enquanto o governo mantém o objetivo de um calendário mais rápido. O tema continua em negociação.
Defesas e próximos passos
Uma ala do PT sustenta a transição de dois anos, para reduzir duas horas ainda neste ano. Com esse prazo, a mudança seria percebida mais cedo pelos trabalhadores, segundo argumentação interna. O tema ganha divulgação na agenda política e passa a ser central na campanha de Lula.
Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral, já sinalizou apoio à adaptação das empresas em meses, defendendo a aplicação mais rápida da medida. As próximas semanas devem esclarecer se há acordo sobre o ritmo e o cronograma final.
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