Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Lula garante considerar especificidades setoriais e não impor fim da escala 6×1

Lula sustenta que fim da escala 6×1 depende da especificidade de cada setor; construção pede menos burocracia e maior acesso a crédito

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de abertura do Encontro Internacional da Indústria de Construção (ENIC) 2026, no Anhembi " São Paulo. (Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República)
0:00
Carregando...
0:00
  • O presidente Lula afirmou que a jornada de trabalho será ajustada à especificidade de cada categoria, sem impor a venda da escala 6×1 “na marra”.
  • Em evento da indústria da construção, Lula pediu que empresários não se assustem com a possível redução da jornada e citou recordes de crédito imobiliário, atribuindo entraves à burocracia no acesso ao financiamento pela Caixa.
  • O ministro Guilherme Boulos criticou a ideia de compensação para as empresas pela redução da jornada, dizendo que não seria razoável.
  • No Congresso, tramita uma Proposta de Emenda à Constituição para acabar com a escala; a Câmara discute mudanças no texto, com o presidente da casa favorável à medida ainda no primeiro semestre.
  • A oposição reagiu, com o governador de São Paulo cobrando garantia de não reduzir o poder de compra do trabalhador e o senador Flávio Bolsonaro defendendo uma alternativa de remuneração por hora.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a implantação da jornada de trabalho 6×1 será ajustada às especificidades de cada setor, sem impor mudanças de forma coercitiva. A declaração ocorreu durante o Encontro Internacional da Indústria da Construção (EBIC), em São Paulo, nesta terça-feira.

Lula ressaltou a necessidade de respeitar a realidade de cada categoria para que as mudanças tragam efeito positivo para a sociedade. Em relação à construção civil, ele mencionou recordes de concessões de crédito imobiliário e pediu que o setor não se assuste com a possível redução da jornada, citando entraves burocráticos no acesso a financiamentos.

Ele ainda sugeriu que a burocracia é um obstáculo maior do que a própria mudança na jornada. Afirmou que o povo busca mais tempo para casa, lazer, estudo e relacionamentos, e que a adequação depende de simplificar processos.

Discursos contraditórios

O ministro Guilherme Boulos, da secretaria-geral da Presidência, afirmou que compensações para as empresas com a redução da jornada não são razoáveis. O argumento foi apresentado em tom firme, nas redes sociais, na semana passada.

No Congresso, tramita uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende pôr fim à escala em comissão especial. O presidente da Câmara, Hugo Motta, é favorável à medida e quer aprovação ainda no primeiro semestre.

A oposição critica o governo. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse que o tema precisa avançar com garantia de não reduzir o poder de compra do trabalhador. O senador Flávio Bolsonaro defende uma solução mais flexível com remuneração por horas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais