- Lula afirmou que o fim da escala seis por um é necessário porque o povo quer mais tempo para namorar, lazer e estudo, citando a PEC que tramita no Congresso.
- A mudança deve ser gradual, levando em conta a especificidade de cada categoria, sem imposição.
- O governo quer chegar a três milhões de moradias contratadas pelo programa Minha Casa Minha Vida até dezembro, ampliando renda familiar permitida e o teto de imóveis financiáveis.
- O presidente apontou que a burocracia emperra o financiamento da Caixa, cuja carteira de crédito imobiliário atingiu R$ 966,2 bilhões no primeiro trimestre, com lucro líquido de R$ 3,5 bilhões.
- O setor destaca redução do déficit habitacional para 7,4% e a participação de crédito imobiliário no PIB em cerca de 10%; à tarde, deve ser anunciado um programa de R$ 30 bilhões para motoristas de aplicativo trocarem de veículo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta terça-feira (19), de um evento do setor da construção civil em São Paulo. Em discurso para empresários na abertura da Enic, ele afirmou que o fim da escala 6×1 é necessário porque o povo quer mais tempo para namorar, estudar e ter lazer. A fala ocorreu na zona norte da cidade.
Segundo Lula, a redução da jornada de trabalho será prevista conforme a especificidade de cada categoria. Ninguém será obrigado a aceitar mudanças abruptamente, destacou, destacando a necessidade de respeitar realidades de diferentes profissões e setores econômicos.
Além da agenda trabalhista, o presidente enfatizou ações ligadas ao programa Minha Casa, Minha Vida. O objetivo é ampliar o acesso à casa própria com ajustes no valor da renda familiar e no teto dos imóveis financiáveis com juros menores. O tom foi de alinhamento com políticas habitacionais como eixo eleitoral.
Burocracia e crédito imobiliário
Lula afirmou que a burocracia estaria emperrando o financiamento na Caixa Econômica Federal. Ele mencionou a edição de cerca de R$ 30 bilhões para apoiar reformas de casas, citando dificuldades em obter crédito para pequenas obras domésticas, como puxadinhos e ampliações.
A Caixa, que fechou o primeiro trimestre com lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões, teve o crédito imobiliário ampliado a R$ 966,2 bilhões no mesmo período, alta de 13,9% ante 2025. O desempenho da estatal foi impactado por maior provisionamento para calotes.
Carlos Antônio Vieira, presidente da Caixa, elogiou a atuação do governo no setor e informou que o crédito imobiliário atingiu participação de 10% no PIB, segundo dados apresentados pela comitiva. Afirmou também que a relação entre crédito habitacional e o déficit habitacional vem registrando queda.
Panorama do setor e próximos passos
O ministro das Cidades, Vladimir Lima, indicou meta de chegar a 3 milhões de moradias contratadas pelo Minha Casa, Minha Vida até dezembro. O déficit habitacional, que já foi de aproximadamente 10% na década de 1990, hoje está estimado em 7,4%, segundo o ministério.
Renato de Sousa Correia, presidente da CBIC, registrou avanço do setor na redução do deficit, mas apontou dificuldades de mão de obra. No fim da tarde, Lula deve anunciar, em evento no centro de São Paulo, um programa de financiamento subsidiado para motoristas de aplicativos, como Uber, e taxistas trocarem de veículo.
A medida é apresentada como parte de ações para ampliar a popularidade do governo em ano eleitoral, com foco em categorias de trabalhadores urbanas, incluindo motoristas de aplicativo, que integram a base de apoio do governo.
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