- Projeto de lei 2.159/2026, apresentado no Senado no início de maio, visa fortalecer autonomia e inclusão socioeconômica de jovens que saem de acolhimento aos 18 anos.
- A proposta, do senador Astronauta Marcos Pontes, altera a CLT e o ECA para ampliar incentivos públicos à qualificação profissional, inserção no mercado de trabalho e acompanhamento pós-desligamento.
- O texto amplia a ideia de preparação gradativa para o desligamento, permitindo encaminhamento para república de acolhimento se necessário, além de exigir plano de acompanhamento com foco na inclusão.
- Na CLT, o projeto acrescenta obrigatoriedade de vagas para aprendizes em empresas que contratam adolescentes em acolhimento institucional ou jovens desligados, sem custo extra para as empresas.
- Segundo Pontes, o Brasil tem mais de 30 mil crianças e adolescentes em acolhimento institucional ou familiar, destacando a necessidade de evitar vulnerabilidade na transição para a vida adulta.
No início de maio, o Senado abriu a tramitação do PL 2.159/2026, apresentado pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP). O texto busca ampliar a autonomia e a inclusão socioeconômica de adolescentes e jovens que saem de serviços de acolhimento aos 18 anos. O projeto aguarda despacho da Mesa para as comissões temáticas.
A proposta altera a CLT e o ECA para ampliar instrumentos de qualificação profissional, inserção no mercado de trabalho e acompanhamento após o desligamento do acolhimento. A ideia é mapear ações e ampliar redes de suporte para a transição à vida adulta.
Pelo texto, a preparação gradativa para o desligamento pode resultar em encaminhamento para república de acolhimento, se necessário, e deverá garantir acesso ao ensino, à qualificação e à inserção laboral. Entidades de acolhimento teriam que criar planos de acompanhamento pós 18 anos.
Inclusão e oportunidades
Na CLT, o projeto acrescenta obrigatoriedade de vagas para aprendizes em instituições que contratam jovens em acolhimento institucional ou recém-desligados. Marcos Pontes sustenta que não haveria custo adicional para as empresas ao aproveitar vagas já existentes na aprendizagem.
O senador destaca que o Brasil tem mais de 30 mil crianças e adolescentes em acolhimento institucional ou familiar, segundo o CNJ. Muitos chegam aos 18 anos sem moradia, renda ou rede de apoio, evidenciando falhas na transição para a vida adulta.
Acolhimento envolve serviços de proteção temporária, como instituições e repúblicas para jovens em transição. O objetivo do projeto é proteger socialmente quem viveu anos sob guarda do Estado e pode enfrentar dificuldades ao alcançar a maioridade.
“As medidas propostas reforçam que a proteção não pode terminar no 18º aniversário. É preciso preparar esses jovens para a vida adulta e garantir acesso igualitário a educação, trabalho e cidadania”, resume o senador.
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