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STF precisa manter respeito entre os poderes

Datafolha aponta queda acentuada da imagem do STF, com piora maior que a do governo e do Congresso, elevando o risco de credibilidade

Ministros sentados em semicírculo no plenário do Supremo Tribunal Federal, com público e advogados na plateia. Parede de pedra com cruz e brasão ao fundo.
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  • A avaliação do STF piorou neste ano: reprovados chegaram a 40% e bons/ótimos caíram para 22%, segundo Datafolha, com saldo negativo aumentando de 3 para 18 pontos percentuais.
  • A piora é associada ao caso Master, envolvendo Moraes e Toffoli, mas a deterioração da imagem do STF é maior que a do governo Lula e do Congresso.
  • Há divisão política: entre apoiadores do PT, 39% veem o tribunal positivamente e 17% negativamente; entre bolsonaristas, 9% veem positivamente e 65% negativamente.
  • Fachin vem defendendo um código de ética para disciplinar práticas no tribunal, como participação em eventos e contratação de escritórios de parentes.
  • No campo institucional, cresce a demanda por apuração sobre o envolvimento de Moraes e Toffoli no Master, e há controvérsia sobre a nomeação de ministros, com rejeição de Jorge Messias pelo Senado; 59% não souberam do episódio, mas 64% valorizam independência dos ministros.

O STF enfrenta piora acentuada na avaliação pública desde o escândalo Master. Uma pesquisa Datafolha divulgada em 2026 mostra queda de 35% para 40% na percepção de trabalho ruim ou péssimo entre dezembro de 2025 e este ano. O índice de bom ou ótimo caiu de 32% para 22%.

A diferença entre o que ocorre no tribunal e o restante do cenário político também ficou evidente. O recorte geral aponta queda maior que a registrada no governo Lula e no Congresso, sugerindo desgaste institucional. A leitura é de que uma crise de credibilidade atinge o STF de forma mais intensa que outros poderes.

Desvios e responsabilidades

Entre eleitores com alinhamento petista, avaliações positivas chegam a 39% contra 17% negativas, já entre apoiadores de Bolsonaro o quadro é majoritariamente desfavorável (9% positiva, 65% negativa). O grupo neutro soma 12% a 43%.

Medidas e perspectivas

Desde o escândalo Master, o ministro Edson Fachin tem defendido código de ética para a corte, visando disciplina de práticas nebulosas, como participação em eventos e contratações de escritórios de parentes. A necessidade de investigação sobre Moraes e Toffoli, no entanto, segue como ponto central.

Governo e nomeações

A política de nomeações permanece tensa. Há oposição interna à indicação de novos ministros, com o Senado tendo rejeitado uma indicação associada ao presidente. O governo Lula, segundo relatos, estaria disposto a insistir no nome de um aliado próximo, o que pode reacender o embate entre poderes.

Percepção pública e independência

Apesar da pouca ciência do público sobre o episódio, 64% dos entrevistados valorizam independência de políticos e partidos na escolha de ministros. Mantém-se o apelo por transparência e por regras que assegurem equilíbrio institucional.

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