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Sustentabilidade do jornalismo depende do engajamento da sociedade

Pressão contra o jornalismo compromete direitos civis e democracia; no Brasil, ataques virtuais somam 900 mil registros em 2025 (cerca de 2,5 mil/dia)

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  • O jornalismo é central para o bem-estar social e o funcionamento da democracia, mas enfrenta deslegitimação, ataques e censura em várias regiões.
  • No Brasil, em 2025 houve cerca de 900 mil ataques virtuais contra jornalistas, cerca de 2,5 mil por dia, com crescimento de 35%; a censura aumentou 57%.
  • Desafios incluem migração de receitas para plataformas digitais e uso de inteligência artificial que reproduz conteúdos sem remuneração adequada aos produtores.
  • Reguladores internacionais discutem soluções; a Austrália propõe cobrar 2,25% da receita de grandes empresas de tecnologia para remunerar veículos de imprensa.
  • No Brasil, debates sobre liberdades e sustentabilidade aparecem em eventos da ANJ, ANER, AJOR e Abraji; a ANJ lança o ciclo Jornalismo em Profundidade para qualificar a produção e abordar IA, jornalismo econômico e cobertura ambiental.

O jornalismo atua como pilar da democracia e do bem-estar social, porém o alcance de liberdades, sustentabilidade e função social enfrenta menor atenção nas redes. Campanhas de deslegitimação, ataques e censura vêm ganhando espaço em várias regiões, dificultando a atuação jornalística.

Essa degradação impacta a qualidade da informação, favorece a corrupção e reduz a transparência de políticas públicas. Médias independentes lutam para manter apuração rigorosa diante de pressões políticas e econômicas crescentes.

No Brasil, a liberdade de imprensa apresenta avanços relativos. A RSF aponta melhora no ranking, enquanto ataques virtuais somam 900 mil em 2025, cerca de 2,5 mil por dia, segundo a ABERT, com avanço de 35% frente ao ano anterior.

A censura também aumentou 57%, com frequência de agentes públicos entre os autores, moldando o cenário de risco para jornalistas. Em meio a esse quadro, surgem dificuldades de monetização e queda de receita publicitária.

A migração de recursos para gigantes digitais eleva a competição por audiência, com conteúdos manipulados disputando espaço com jornalismo de qualidade. Ferramentas de IA alimentam buscas, reduzindo o acesso direto às redações.

Há ainda desequilíbrio regulatório: editores respondem por o que publicam, enquanto plataformas enfrentam menor responsabilização. Investidores e veículos impulsionam anúncios, mesmo com riscos de desinformação.

Na prática internacional, a Austrália amplia mecanismos regulatórios, prevendo uma taxa de 2,25% sobre a receita de grandes plataformas, condicionada a acordos com veículos jornalísticos.

No Brasil, o debate ganha corpo com eventos setoriais que discutem liberdades, pluralidade e modelos de negócio. A ANJ, a ANER, a Ajor e a Abraji promovem encontros para ampliar a reflexão pública.

A Associação Nacional de Jornais propõe, a partir deste ano, o ciclo de debates Jornalismo em Profundidade, para trocar experiências, apresentar casos e disseminar técnicas de produção.

Entre as frentes temáticas, a ANJ busca parcerias para qualidade editorial e uso de IA, jornalismo econômico e cobertura ambiental, buscando estratégias de engajamento do público.

O papel do jornalismo, feito com método, pluralidade e responsabilidade, permanece central para fiscalização, transparência e defesa de direitos. O engajamento social continua essencial para a sustentabilidade da atividade.

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