- A AtlasIntel/Bloomberg aponta queda de 6 pontos percentuais nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro em cenário de segundo turno, após o escândalo envolvendo áudio e financiamento de filme.
- O levantamento ouviu 5.032 eleitores entre os dias 13 e 18 de maio, com margem de erro de 1 ponto e nível de confiança de 95%.
- Flávio tem 41,8% e Lula 48,9%; votos em branco, nulo ou quem não soube responder passam de 4,7% para 9,3%.
- O recuo ocorre após a divulgação do áudio em que Flávio pede financiamento do filme, com novos fatos surgindo após a revelação.
- Analistas destacam ausência de um plano B consolidado e dizem que o desgaste pode influenciar o cenário, ainda com 19 semanas até a eleição.
O Grande Debate aborda, nesta edição, a queda de Flávio Bolsonaro na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg. O levantamento aponta 41,8% das intenções de voto para Flávio em um segundo turno, ante 48,9% de Lula. O estudo ouviu 5.032 eleitores entre 13 e 18 de maio e tem margem de erro de 1 ponto.
O resultado marca uma queda de 6 pontos percentuais em relação a março, quando Flávio tinha 47,6% das intenções. Em abril, o índice permaneceu quase estável, em 47,8%. O levantamento foi realizado com recursos próprios e registrado no TSE.
A sondagem também mostra eleitores em branco, nulo ou que não souberam responder aumentando de 4,7% para 9,3% no período. A pesquisa foi publicada na mesma semana em que veio à tona o áudio envolvendo o suposto financiamento de um filme sobre o ex-presidente.
Contexto político
Para o comentarista José Eduardo Cardozo, o recuo é visto como o começo de uma crise mais ampla. Ele aponta que o escândalo está em curso e pode trazer novos fatos, inclusive sobre encontros registrados após a prisão de um possível aliado com tornozeleira eletrônica.
Cardozo cita ainda dúvidas sobre o uso de emendas parlamentares para financiar a produção, por meio de uma ONG, de uma produtora não registrada no Brasil. Segundo ele, a evolução do caso tende a influenciar o comportamento de eleitores indecisos.
Cenário para a direita
Ana Amélia Lemos avalia que o tema surpreendeu o arco da direita. Segundo ela, não há um plano B consolidado para substituir Flávio Bolsonaro, e chances de desincompatibilização de outros nomes foram citadas como não viáveis. A ex-senadora ressalta que a crise pode prolongar a indefinição.
Lemos aponta que a queda de seis pontos em uma semana reflete a instabilidade atual, que, na leitura dela, favorece a reeleição de Lula. Ela menciona a possível instalação de uma CPMI, mas ressalva a dificuldade de obter resultados em apenas 19 semanas até o pleito.
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