- O ministro do STF Flávio Dino determinou que a Câmara informe a “situação funcional” do deputado federal Mário Frias (PL‑SP e a periodização autorizada para a viagem internacional que ele alegou ter feito, com prazo de 48 horas para manifestação.
- A medida acompanha uma investigação preliminar sobre emendas enviadas por Frias a uma empresa ligada à produtora de “Dark Horse”, filme sobre o ex‑presidente Jair Bolsonaro.
- A decisão foi tomada após o oficial de Justiça não conseguir localizar Frias para ciência da apuração, o que motivou a determinação da Câmara em se manifestar.
- Frias havia afirmado ao SBT News, em entrevista, que esteve no Bahrein para propor investimentos no Brasil e, atualmente, nos Estados Unidos para prospectar recursos em segurança pública, com passagem de volta comprada.
- O caso envolve também a atuação parlamentar de Tabata Amaral (PSB-SP) e uma revelação do Intercept Brasil sobre repasses ao filme de Flávio Bolsonaro, cuja eventual irregularidade é negada pelo senador.
O ministro Flávio Dino, do STF, determinou que a Câmara dos Deputados informe a situação funcional do deputado Mário Frias (PL-SP) e o período autorizado para a viagem internacional oficial que ele alegou ter feito. O prazo estabelecido é de 48 horas.
A medida faz parte de uma investigação preliminar sobre emendas parlamentares enviadas por Frias a uma empresa associada à produtora de Dark Horse, responsável por um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração ganhou força após a Câmara não localizá-lo para ciência da investigação, conforme informou o oficial de Justiça ao STF.
Frias afirmou, em entrevista ao SBT News, que viajou ao Bahrein para prospectar investimentos no Brasil e, no momento, estaria nos Estados Unidos para oportunidades em segurança pública. O deputado disse ter passagem de volta comprada e afirmou estar pronto para prestar contas.
Emendas e investigação
A linha de apuração envolve recursos vinculados a uma empresa ligada ao filme biográfico em torno de Bolsonaro, com foco no destino de verbas destinadas por Frias. A representação que abriu o caso no STF foi apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
O tema ganhou repercussão após reportagem do Intercept Brasil indicar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado recursos junto ao dono do Banco Master para financiar as gravações. Flávio Bolsonaro negou irregularidades no uso de tais recursos.
O ministro Dino informou à Câmara que é essencial esclarecer a situação funcional do parlamentar e o período autorizado para a viagem, a fim de esclarecer o quadro da investigação em curso. A Câmara tem 48 horas para se manifestar.
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