- A fila de requerimentos do INSS estava em 2,3 milhões até o dia 17, segundo o ministro Wolney Queiroz.
- Em fevereiro, a fila atingiu recorde histórico de 3,128 milhões, com queda de mais de 800 mil pedidos em dois meses e meio.
- O objetivo é zerar a fila, mantendo apenas o fluxo mensal de pedidos, em torno de 1,3 milhão.
- Entre 450 mil e 500 mil requerimentos dependem de o cidadão complementar informações e documentos; ações como mais peritos, mudanças no Atestmed e mutirões de atendimento nos fins de semana ajudam a reduzir a fila.
- Além de reduzir a fila, o governo busca manter o tempo médio de resposta abaixo de 45 dias; Wolney Queiroz também afirmou que é contra reforma da Previdência.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, informou que a fila de requerimentos do INSS atingiu 2,3 milhões até o dia 17 deste mês. Em fevereiro, o número chegou a 3,128 milhões, registrando queda de mais de 800 mil pedidos em dois meses e meio.
Segundo Queiroz, o objetivo do governo é zerar a fila, mantendo apenas o fluxo mensal de pedidos, em torno de 1,3 milhão. Entre 450 mil e 500 mil requerimentos dependem de informações adicionais para a análise.
O governo atribui a redução a ações como contratação de novos peritos médicos, mudanças no Atestmed e mutirões de atendimento nos fins de semana. O INSS também publicou norma para impedir a abertura de novos pedidos pelo mesmo interessado durante prazo de recurso.
Medidas e impactos
A norma busca evitar pedidos idênticos para o mesmo CPF, prática que aumentava a fila. Advogados previdenciários criticaram a medida, mas o governo defende o objetivo de acelerar análises.
Ainda segundo o INSS, 41% dos pedidos são reapresentados pelo mesmo requerente entre 1 e 30 dias após a conclusão, e 22,47% retornam entre 91 e 180 dias.
Tempo de análise e reformas
Além de reduzir a fila, o governo tenta manter o tempo de resposta abaixo de 45 dias, com variações regionais. Em algumas localidades, o prazo pode ficar mais curto; em outras, maior.
Wolney Queiroz afirmou ser contrário a uma reforma da Previdência. Segundo ele, reformas tendem a aumentar custos salariais e a idade de aposentadoria. Em vez disso, propõe melhorias no sistema para reduzir a necessidade de novas mudanças.
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