- Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa e pré-candidato, atribui a troca de sua pré-candidatura pela de Joaquim Barbosa a uma tentativa de blindagem diante do Supremo Tribunal Federal, conforme entrevista dele à CNN Brasil.
- A substituição foi anunciada pelo presidente da Democracia Cristã, João Caldas, ligada ao caso Master em Maceió, onde o filho dele, João Henrique Caldas, é prefeito.
- A Polícia Federal investiga uma consultoria que recomendou investimento da Maceió Previdência em letras do Banco Master, totalizando cento e sessenta e oito milhões de reais; parte dos ativos do Master seria “podre”.
- A Maceió Previdência informou que o patrimônio atingiu R$ 1,4 bilhão e que os investimentos no Master representam menos de 10% do total.
- A Gazeta do Povo procurou a Democracia Cristã e a Maceió Previdência, que abriram espaço para manifestação.
Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa e pré-candidato da DC, vinculou a substituição de sua pré-candidatura pela de Joaquim Barbosa a uma tentativa de blindagem junto ao STF. A mudança foi anunciada pelo presidente da legenda, João Caldas, e, segundo Rebelo, serviria como sinal de boa vontade diante de investigações sobre o caso Master em Maceió.
A operação envolve o filho de Caldas, João Henrique Caldas (PSDB), que é prefeito de Maceió. Rebelo afirma que a oposição utiliza o escândalo para pressionar nas eleições locais e sugere que a eventual proximidade de Barbosa com o STF poderia justificar uma proteção diante das apurações.
Segundo o portal Metrópoles, a PF investiga uma consultoria que recomendou ao Maceió Previdência a aplicação em letras do Banco Master, com investimento total estimado em 168 milhões de reais. Parte dos ativos do Master teria sido classificada como sem valor.
A Maceió Previdência divulgou nota após a liquidação do banco, assegurando que o patrimônio atingiu 1,4 bilhão de reais e que os investimentos no Banco Master correspondem a menos de 10% desse total. A nota busca tranquilizar aposentados e pensionistas.
Para Rebelo, o aceno ao STF também estaria ligado à crítica pública de Barbosa ao tribunal, apresentando-se como uma forma de discordância institucional. O ex-ministro sustenta que a escolha do ex-ministro não seria aceitável segundo a sua leitura.
A Gazeta do Povo entrou em contato com o Democracia Cristã e com a Maceió Previdência; as instituições mantêm abertura para manifestação oficial. A reportagem não confirma o teor das negociações nem a motivação descrita por Rebelo.
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