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Redes sociais devem remover conteúdo íntimo vazado em até duas horas

Plataformas devem retirar conteúdo íntimo vazado em até duas horas após denúncia, sob decreto assinado por Lula, com medidas de proteção a mulheres e IA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a cerimônia em que assinou os documentos, em Brasília
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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto para ampliar a proteção de mulheres em ambientes digitais; o texto será publicado no Diário Oficial da União na quinta-feira (21).
  • O decreto obriga plataformas a coibir crimes, fraudes e violências em seus sistemas e criar canais para denúncias de conteúdos íntimos vazados, com remoção em até duas horas após a notificação.
  • Inclui nudez não consentida de mulheres e meninas, incluindo imagens criadas por inteligência artificial, entre as situações de maior responsabilidade das plataformas.
  • Também determina atuação em casos de ameaça, perseguição ou assédio coordenado em redes sociais.
  • A cerimônia no Palácio do Planalto contou com a presença de presidentes do Supremo Tribunal Federal e da Câmara; a medida integra os 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio e sancionou o Cadastro Nacional de Agressores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira 20 um decreto que amplia a proteção de mulheres em ambientes digitais. O texto será publicado no Diário Oficial da União na quinta-feira 21. A medida visa coibir crimes, fraudes e violência online, além de reduzir danos às vítimas.

Entre as medidas, as plataformas deverão estabelecer canais de denúncia e remover conteúdos íntimos vazados sem consentimento em até duas horas após a notificação. A norma abrange nudez não autorizada, inclusive quando criada por inteligência artificial, e situações de ameaça, perseguição ou assédio coordenado.

O decreto foi assinado no Palácio do Planalto, durante cerimônia que contou com a presença de autoridades como o presidente do STF, Edson Fachin, e o presidente da Câmara, Hugo Motta. A programação marcou os 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelo governo com apoio do Legislativo e do Judiciário.

Medidas para redes sociais

A relação completa de plataformas sujeitas às regras será definida pelo governo. O decreto também determina ações para reduzir danos psicológicos e físicos às vítimas, bem como cooperação com autoridades para investigação de crimes digitais.

Além disso, o governo destacou que o pacote inclui restrições a imagens geradas com IA que exponham mulheres de forma não consentida, fortalecendo mecanismos de proteção contra misoginia e abuso online.

Cadastro Nacional de Agressores

O presidente também sancionou o projeto de lei que cria o Cadastro Nacional de Agressores. O banco de dados reunirá informações sobre condenados por feminicídio, estupro, estupro de vulnerável e importunação sexual, entre outros. A finalidade é ampliar mecanismos de proteção e prevenção.

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