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Tarcísio encerra projeto de moradia do MTST e pede devolução de 37 milhões à Caixa

Governo de Tarcísio solicita devolução de 37,6 milhões à Caixa pelo Copa do Povo, em meio a atraso; mantém aporte de 27 milhões ao MTST

Conjunto habitacional Copa do Povo
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  • Tarcísio de Freitas pediu à Caixa Econômica Federal a devolução de R$ 37,6 milhões destinados ao empreendimento Copa do Povo, em Itaquera, SP.
  • O conjunto, parte do programa Minha Casa Minha Vida, previa 2.650 moradias em parceria com o MTST e o governo federal, mas o andamento das obras é irregular (um lote está com 76% de execução e o outro, 6%).
  • Em janeiro de dois mil e vinte e quatro foram investidos 53 milhões de reais; a devolução depende da resolução do impasse com a construtora, com necessidade de recompor o mesmo valor se o MTST avançar. Caso o empreendimento não saia do papel, o movimento pode ter que pagar 2 milhões de reais ao governo.
  • O secretário de Habitação de São Paulo, Marcelo Branco, afirma que o teto de financiamento da Caixa para o Minha Casa Minha Vida não é suficiente e que o governo estadual continua buscando viabilizar as moradias, mantendo neutralidade política.
  • Em paralelo, a gestão Tarcísio assinou, nesta quarta-feira, um aporte de 27 milhões de reais para o MTST viabilizar a construção de 1.308 unidades; não houve posicionamento público imediato da Secretaria Geral da Presidência, do MTST ou da Caixa até a publicação.

O governo de São Paulo pediu à Caixa Econômica Federal a devolução de 37,6 milhões de reais que haviam sido destinados à construção do conjunto Copa do Povo, empreendimento em parceria com o MTST e o governo federal. A decisão ocorreu após acompanhamento do andamento das obras, considerado abaixo do esperado.

O projeto integra o programa Minha Casa Minha Vida e prevê 2.650 moradias em Itaquera, na zona leste de São Paulo. A iniciativa foi anunciada por Lula em dezembro de 2023, na tentativa de alavancar a pré-campanha de Guilherme Boulos à prefeitura.

A gestão Tarcísio de Freitas, do Republicanos, havia desembolsado 53 milhões de reais em janeiro de 2024 para a construção. Ao perceber a lentidão, solicitou a devolução de parte não executada, recebendo 37,6 milhões da Caixa.

O contrato envolve o MTST, movimento coordenado por Guilherme Boulos, e a construtora responsável pelas obras. Caso o empreendimento não avance, o MTST terá de pagar 2 milhões de reais ao governo estadual.

Segundo o secretário de Habitação de São Paulo, Marcelo Branco, o teto de financiamento da Caixa para o programa é insuficiente para viabilizar as moradias. O governo afirma atuar em parceria para superar entraves técnicos e financeiros.

Branco também afirmou que, na inauguração da obra ocorrida em dezembro de 2023, Lula não convidou autoridades paulistas. O presidente esteve acompanhado de Haddad e Boulos; a equipe do governo paulista ficou em São Sebastião, atendendo famílias atingidas pelas chuvas.

Dias depois, a gestão Tarcísio anunciou novo aporte de 27 milhões de reais para o MTST, destinado a viabilizar a construção de 1.308 unidades. A adesão busca manter o compromisso com moradias populares, mesmo diante do impasse no Copa do Povo.

Procuradas, a Secretaria Geral da Presidência, o MTST e a Caixa não se manifestaram até a divulgação deste texto.

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