- O vereador Eder Borges (Novo) é réu em um Processo Ético-Disciplinar no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba, por ter simulado uma arma de fogo com as mãos durante sessão no plenário no dia 1º de abril de 2026.
- A denúncia partiu da corregedoria após o episódio ter ocorrido logo após a Tribuna Livre com a presidente do Sismmac, Diana Cristina de Abreu, no ambiente institucional da Câmara.
- A corregedoria aponta indícios de infração ético-disciplinar e sugere como penalidade a censura pública; a sessão foi interrompida por conta da confusão entre convidados e assessores.
- O prazo para Borges apresentar defesa prévia começa nesta terça-feira (19), com possibilidade de indicar até três testemunhas; o PED pode durar até sessenta dias, segundo o regimento.
- Borges contestou o processo em vídeo nas redes sociais, alegando perseguição política e dizendo que houve agressão de três vereadoras de esquerda após a foto.
O vereador Eder Borges (Novo) é réu em um Processo Ético-Disciplinar no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba. O PED foi aberto após o presidente Tico Kuzma (PSD) encaminhar o caso, devido a uma simulação de arma de fogo feita por Borges durante sessão no plenário no dia 1º de abril, em 2026.
A corregedoria indicou haver indícios suficientes de infração ético-disciplinar, destacando conduta incompatível com o decoro parlamentar. A recomendação é pela censura pública, conforme apuração. O gesto ocorreu no plenário, em meio a tensão institucional, após a Tribuna Livre com Diana Cristina de Abreu, do Sismmac.
O episódio provocou revolta entre convidados e gerou confusão entre assessores, interrompendo a ordem do dia. A Câmara informou que a conduite feriu deveres do Código de Ética, e a transmissão da sessão embasou o processo.
Trâmite no Conselho de Ética
A partir desta terça-feira (19), começou o prazo de sete dias para Borges apresentar defesa prévia, com possibilidade de indicar até três testemunhas. O PED tem duração máxima de 60 dias, contando a partir de hoje.
O presidente do CEDP, Lórens Nogueira (PP), pode convocar a reunião de admissibilidade em até cinco dias após a defesa. Borges está impedido e será substituído pelo suplente Olimpio Araujo Júnior (PL). O colegiado decide entre arquivamento ou prosseguimento.
Se o PED avançar, será definido relator e vice para conduzir a instrução. O resultado pode incluir arquivamento, manutenção da pena indicada pela Corregedoria ou aumento da sanção, conforme o Código de Ética.
Reação do vereador
Borges reagiu por meio de um vídeo nas redes, dizendo sentir perseguição política. Segundo ele, não houve corrupção ou agressão; o episódio envolve uma foto com o sindicato que, segundo ele, foi interpretada como provocação. Afirmou que o ambiente está sendo instrumentalizado.
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