- Em 2019, bilhetes encontrados na Penitenciária II de Presidente Venceslau impulsionaram investigação sobre lavagem de dinheiro ligado ao PCC, envolvendo Deolane Bezerra.
- Nesta quinta-feira, 21, o Ministério Público e a Polícia Civil prenderam Deolane e mais cinco suspeitos na operação Vérnix.
- A apuração aponta uso de pessoas jurídicas, recebimentos de origem não esclarecida e circulação de valores milionários para ocultar recursos do crime.
- O Ministério Público informou que houve ligação entre investigados e o núcleo de comando do PCC, com aquisições de bens de alto padrão.
- Foram bloqueados mais de R$ 327 milhões, além do sequestro de 17 veículos e quatro imóveis ligados aos investigados.
Dois mil dezenove ficou marcado pela descoberta de bilhetes e manuscritos trocados entre líderes do PCC em presídio de Presidente Venceslau. O material desencadeou investigação sobre lavagem de dinheiro ligada à organização criminosa.
Ao longo das apurações, a Polícia Civil identificou uma estrutura destinada a ocultar e movimentar recursos por meio de empresas e pessoas usadas como laranjas, com indícios de ligação a integrantes do núcleo de comando da facção. Dados apontaram circulação de valores e uso de patrimônios para dificultar rastros.
As informações indicam que Deolane Bezerra, advogada e influenciadora, passou a ocupar posição de destaque no esquema, com movimentações financeiras expressivas e ligações com o grupo. Em nota, o Ministério Público mencionou uso de pessoas jurídicas e bens de alto padrão.
Operação Vérnix
Nesta quinta-feira, MP e Polícia Civil prenderam Deolane e mais cinco suspeitos, segundo a Justiça. A ação bloqueou valores superiores a R$ 327 milhões, confiscou 17 veículos, incluindo carros de luxo, e apreendeu quatro imóveis vinculados aos investigados.
A defesa de Deolane não comentou o caso até o momento. Nas redes, a irmã da advogada, Daniele Bezerra, disse que acusação é fácil, mas a prova é o desafio. O órgão responsável não divulgou detalhes adicionais de diligências.
As investigações mostram ainda indícios de repasses financeiros e conexões com membros do PCC, conforme levantamentos oficiais. O material apreendido em operações anteriores embasa a continuidade do caso.
A ação ocorreu em São Paulo, com desdobramentos que envolvem terceiros e estruturas societárias utilizadas para mascarar entradas e saídas de recursos. Os próximos passos devem esclarecer o papel de cada investigado no esquema.
Entre na conversa da comunidade