- A direção nacional da Democracia Cristã (DC) abriu processo disciplinar contra o ex-ministro Aldo Rebelo, que pode resultar em expulsão da sigla, após ele manter a pré-candidatura à Presidência e criticar Joaquim Barbosa, o substituto escolhido pelo partido.
- A DC comunicou a decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e afirmou ter esgotado tentativas de resolução harmoniosa diante da suposta intransigência de Rebelo.
- A boleia para o racha ocorreu depois que o DC anunciou Barbosa como pré-candidato; Rebelo disse que manteria a candidatura e que, se houver resistência interna, levaria o caso à Justiça.
- O presidente do DC, João Caldas, disse ao Valor que não convidou Rebelo para ser pré-candidato, mas que houve uma “oportunidade” oferecida; ele também afirmou que Barbosa está animado para iniciar a campanha.
- Rebelo afirmou que a decisão da DC de abrir process o disciplinar não atinge sua honra e que vai manter a pré-candidatura até a convenção, alegando que o processo é abuso de direito.
O Democracia Cristã (DC) abriu processo disciplinar contra o ex-ministro Aldo Rebelo, que deve resultar em expulsão. A decisão ocorre após Rebelo manter a pré-candidatura à Presidência e criticar o indicado pelo partido, Joaquim Barbosa, ex-presidente do STF.
A direção do DC justificou o processo pela “reiterada intransigência” do filiado e pelos supostos fatos que afrontam o estatuto. A legenda informou que comunicará a decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A crise interna começou com o anúncio da sigla de Barbosa como pré-candidato. Rebelo disse que manteria a candidatura e que, se houver resistência de João Caldas, haveria caminho judicial.
Desdobramentos e posições internas
João Caldas informou ao Valor que não convidou Rebelo para ser pré-candidato, apenas ofereceu uma oportunidade. Ele afirmou que Barbosa está animado para iniciar a campanha e que pode simbolizar uma resposta à crise ética na política.
A bancada do DC também mencionou que Rebelo não teve desempenho expressivo nas últimas pesquisas de intenção de voto, aumentando pressões pela mudança de candidatura. Em três levantamentos, Rebelo oscilou entre 0% e 2%.
Rebelo afirmou que a decisão da direção atinge sua honra, rejeitando qualquer fato que justifique a expulsão. Segundo ele, o processo representa um exercício abusivo do direito e pretende manter a pré-candidatura até a convenção.
O DC informou que, após a conclusão do processo, comunicará a decisão ao TSE e seguirá os trâmites institucionais para a formalização. Não há ainda data definida para a próxima etapa.
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