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Documentos sobre a ditadura são recolhidos de antigo IML

Aperj recolhe 196 livros e 137 metros lineares de acervo do antigo IML após vídeo mostrar documentos atirados pelas janelas; tombamento segue

Técnica do Arquivo Público do Estado do Rio recolhe documentos históricos do antigo prédio do IML
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  • O Arquivo Público do Estado do Rio (Aperj) recolheu 196 livros e cerca de 137 metros lineares de acervo do antigo IML, após vídeo que mostrou homens jogando papéis pela janela.
  • Os documentos incluem registros de entrada e saída de corpos entre 1960 e 1990, plantas do edifício e fotos da inauguração.
  • A primeira quinzena de junho deve ser a próxima etapa do recolhimento dos arquivos, que estão em processo de tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
  • O Grupo de Trabalho do Aperj envolve Secretaria de Polícia Civil, Iphan, Ministério Público Federal e movimentos da sociedade civil, como Coletivo Memória, Verdade e Justiça do Rio e Grupo Tortura Nunca Mais.
  • As peças já retiradas abarcam acervos de órgãos ligados à Polícia Civil, incluindo a Corregedoria do Estado e o Instituto de Criminalística Carlos Éboli; documentos anteriores a 1960 já estavam sob guarda do Aperj.

O Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (Aperj) recolheu parte de acervos históricos do antigo Instituto Médico-Legal (IML) após imagens mostrando homens jogando documentos pelas janelas. O material foi retirado na manhã desta quinta-feira, 21, no bairro da Lapa, e corresponde a 196 livros com cerca de 137 metros lineares de documentação.

Segundo o governo estadual, entre os itens recolhidos estão registros de entrada e saída de corpos de 1960 a 1990, plantas do edifício e fotos da inauguração do prédio. O aperfeiçoamento da guarda desses arquivos segue as normas de preservação e tombamento.

A operação faz parte do esforço conjunto do Aperj, ligado à Casa Civil, que coordena o GT DOPS. Integram o grupo a Secretaria de Polícia Civil, o Iphan, o MPF e movimentos como Coletivo Memória, Verdade e Justiça do Rio de Janeiro e o Grupo Tortura Nunca Mais.

Contexto e participação institucional

Desde novembro de 2024, o GT atua no tratamento de documentos dos antigos prédios do Dops e do IML. A coleta recente envolve acervos de órgãos da Polícia Civil, como a Corregedoria Estadual e o Instituto de Criminalística Carlos Éboli.

Na semana passada, circulou um vídeo que mostra papéis atirados pelas janelas do IML. Técnicos realizaram dez visitas ao local para identificar a documentação, que permanece sob avaliação de tombamento pelo Iphan.

Desdobramentos e próximos passos

Todo o material recolhido está em processo de tombamento junto ao Iphan. O MPF avalia ações para retirada e preservação de laudos cadavéricos e exames de corpo de delito entre 1966 e 2009. Documentos anteriores a esse período já estão sob guarda do Arquivo Público, de 1907 a 1965.

Registros históricos de décadas de 1930 a 1950 compõem pastas funcionais de investigadores vinculados às polícias políticas, como DESPS e DPS, antecessoras do Dops. O governo afirma que o objetivo é assegurar a integridade e a disponibilidade para pesquisa.

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