- Haddad chamou a privatização da Sabesp de lambança e disse que vai reavaliar cláusulas do contrato caso seja eleito.
- O evento ocorreu em Osasco, na Unifesp, e o pré-candidato afirmou que o modelo adotado por Tarcísio de Freitas não está funcionando.
- A Sabesp foi privatizada em julho de 2024, quando 32% das ações foram vendidas por R$ 14,8 bilhões, dentro de uma participação de 50,3% da empresa.
- Haddad apontou que a Sabesp tem mais queixas no Procon do que a Enel, e afirmou que vai apurar as cláusulas protetivas aos consumidores devido à percepção de desamparo.
- Sobre as eleições, ele disse que a chapa deve ser fechada até o fim de maio, com vagas de vice e de senador ainda em definição entre os nomes citados.
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad classificou a privatização da Sabesp como uma lambança em evento nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, em Osasco (SP). O ato ocorreu durante participação no centro acadêmico da Unifesp, onde ele também sinalizou propostas de reavaliação do contrato com os municípios.
Haddad criticou o modelo adotado pelo governo paulista, chamando a gestão estadual de Enel da água. A Sabesp foi privatizada em julho de 2024, com a venda de 32% das ações por 14,8 bilhões de reais, parte do controle que o estado detinha na empresa.
Segundo o ex-ministro, a qualidade do atendimento é um ponto de preocupação, especialmente em relação aos pareceres do Procon. Ele disse que irá verificar cláusulas protetivas aos consumidores para corrigir o que chamou de erro na negociação contratual.
Ele também afirmou que a experiência da privatização, até o momento, não tem atendido às expectativas fiscais do governo. Haddad ressaltou que há caminhos distintos para equilibrar as contas públicas, evitando cortes de serviços sociais.
Cenário eleitoral
Em outra frente, Haddad informou que pretende fechar a composição da chapa até o fim de maio, mas a vaga de vice permanece em aberto. As pré-candidaturas ao Senado incluem nomes de Marina Silva, Simone Tebet e Márcio França, com monitoramento de pesquisas sobre competitividade.
O ex-ministro mencionou que ainda não houve conversa com o presidente Lula sobre a formação da chapa, mas que haverá reuniões com lideranças para alinhamento de estratégias. A ideia é definir nomes conforme avanços, sem pressão por decisões imediatas.
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