- A advogada Daniele Bezerra publicou posição após a prisão de Deolane Bezerra, ocorrida durante a operação Vérnix do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil de São Paulo, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
- A ação cumpriu mandados de prisão, buscas e bloqueios milionários de bens e contas; os bloqueios somam mais de R$ 357 milhões, incluindo R$ 27 milhões ligados a Deolane e apreensão de veículos.
- Investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos suspeitos entre 2018 e 2021, com movimentações acima de R$ 1 milhão em lançamentos fracionados (prática conhecida como “smurfing”) para dificultar o rastreamento; duas empresas associadas a ela teriam recebido cerca de R$ 716 mil de uma instituição de crédito.
- A defesa sustenta que as acusações precisam ser comprovadas e critica o que chamou de perseguição e de espetáculo midiático, dizendo que a justiça não pode servir de pressão.
- A operação também envolve familiares do líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola; trata-se da segunda vez que Deolane enfrenta investigações sobre movimentações financeiras, após fatos em 2024.
A irmã da influenciadora Deolane Bezerra, Daniele Bezerra, reagiu nesta quinta-feira após a prisão da colega durante a Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil de São Paulo. A ação mira suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas ao PCC e envolve mandados de prisão, buscas e bloqueios de bens.
Deolane foi presa durante a operação, que investiga movimentações financeiras de integrantes e operadores ligados à facção. Segundo a investigação, depósitos considerados suspeitos teriam ocorrido entre 2018 e 2021, somando mais de R$ 1 milhão em operações fracionadas.
Os investigadores apontam ainda que duas empresas associadas à influenciadora teriam recebido cerca de R$ 716 mil de uma instituição de crédito. O responsável formal pela empresa teria renda incompatível com os valores movimentados.
Medidas judiciais
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões vinculados a Deolane, além da apreensão de veículos. Bloqueios financeiros somam mais de R$ 357 milhões entre os investigados, incluindo familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC.
A defesa de Deolane afirma que as acusações precisam ser comprovadas no decorrer do processo. A irmã da influenciadora criticou a espetacularização do caso e disse que a Justiça não pode ser usada para pressões midiáticas.
A advogada Daniele Bezerra reforçou que acusações devem passar por avaliação oficial, sem conotar culpa pública antes do andamento processual. A defesa segue acompanhando o andamento das investigações.
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