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Leilão de energia bilionário pode parar no STJ após ação contra TCU

Advogados avaliam mandado de segurança para levar ao STJ contra decisão do TCU que suspendeu parte da homologação do LRCap

Advogados que representam sindicatos de energia avaliam levar questionamento ao LRCap para o STJ
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  • Sindicatos de energia e a Abraenergias pretendem levar o LEILÃO de Reserva de Capacidade (LRCap) ao STJ, questionando despacho do ministro Jorge Oliveira, do TCU, que pediu manifestação da Aneel sem suspender o leilão.
  • A base do recurso é o artigo 105 da Constituição, permitindo mandado de segurança direto ao STJ contra decisões de ministros.
  • Além do STJ, ações contra o LRCap tramitam em outros estados e no Distrito Federal, com pedidos de suspensão do certame já negados em Ceará e DF.
  • O Ministério Público Federal recomenda a suspensão imediata até esclarecer incertezas técnicas e legais, reiterando a não homologação dos resultados.
  • A Aneel tem reunião extraordinária marcada para hoje para decidir a homologação dos primeiros resultados de produtos contratados para 2026.

O Leilão de Reserva de Capacidade em forma de Potência (LRCap) ganha fôlego novo na disputa judicial. Advogados das Abraenergias e de sindicatos do setor avaliam mandar MS ao STJ para contestar decisão do ministro Jorge Oliveira, do TCU, publicada na terça-feira (19.mai.2016). A relatoria pediu à Aneel que se manifeste sobre irregularidades apontadas.

A defesa sustenta que Oliveira se afastou da decisão sobre a suspensão, sem apreciar liminar de forma definitiva. O grupo baseia o recurso no artigo 105 da Constituição, que permite levar decisões de ministros diretamente ao STJ. O objetivo é impedir o andamento de fases do leilão.

Em outra frente, o Sindienergias e a Fiesp já movem ações em diversas unidades da Justiça para questionar o LRCap. Em alguns estados, os processos devem ficar no Distrito Federal, onde a Abraenergias coordena ações.

Movimentação jurídica recente

Na quarta-feira (20.mai), pedidos de suspensão no DF e no Ceará foram negados. A Abraenergias recorreu, mas o TRF-1 manteve a decisão de não suspender o certame. O Ministério Público Federal também recomendou a suspensão imediata até esclarecer incertezas técnicas e legais.

Entidades do setor intensificaram a pressão nas últimas semanas. A condução do leilão, realizado em março, envolve contratos de cerca de R$ 515 bilhões com empresas como J&F, Eneva e Petrobras. Questionamentos envolvem preço-teto, volume contratado e concentração de vencedores em grandes grupos.

Seguimento e próximos passos

Aneel reúne-se nesta quinta-feira (21.mai) em sessão extraordinária para decidir a homologação dos primeiros resultados para 2026. A decisão foi adiada anteriormente, com a expectativa de ver manifestações judiciais antes da deliberação. A homologação abrange contratos que precisam ficar alinhados ao edital até o fim do dia.

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