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PF aponta repasse de 14 milhões a empresa da família de Ciro Nogueira

PF identifica repasse de R$ 14,2 milhões da Refit para a empresa da família de Ciro Nogueira, em meio à operação Sem Refino

Embora a empresa tenha o nome de Ciro Nogueira, os sócios atuais são familiares do senador, que é presidente nacional do Partido Progressistas.
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  • A Polícia Federal identificou uma transferência de 14,2 milhões de um fundo ligado ao grupo Refit para a empresa da família do senador Ciro Nogueira, a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis (PP-PI).
  • A operação envolveu a Athena, empresa imobiliária do conglomerado de Ricardo Magro, investigado por sonegação de impostos e corrupção; a informação foi publicada pela Piauí em 14 de maio.
  • A PF informou ao Supremo Tribunal Federal no âmbito da operação Sem Refino, que apura fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis; a Athena seria a principal beneficiária de fundos do grupo Refit.
  • Embora o nome da empresa seja de Ciro Nogueira, os sócios atuais são familiares do senador, que declarou ter apenas 1% de participação na negociação de 2024.
  • o caso chega dias após a PF deflagrar a quinta fase da operação Compliance Zero; o senador afirma que a venda de um terreno em Teresina para construção de uma distribuidora de combustíveis foi conduzida de forma regular.

A Polícia Federal identificou o repasse de R$ 14,2 milhões de um fundo ligado à empresa Refit para a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis, sociedade da família do senador Ciro Nogueira (PP-PI). A transação ocorreu no contexto de investigações sobre sonegação de impostos e corrupção envolvendo o empresário Ricardo Magro, alvo de apurações no setor de combustíveis.

Segundo informações da PF, a empresa Athena, ligada ao conglomerado de Magro, foi responsável por realizar o pagamento à empresa do senador. A operação está vinculada à apuração de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, na chamada operação Sem Refino.

O repasse, de acordo com a PF, beneficiou a empresa de Ciro Nogueira, que mantém o nome do senador, mas tem sócios familiares a ele. Nogueira afirmou ter participação de apenas 1% no negócio em 2024, conforme nota divulgada pela defesa.

Detalhes do contexto

A transferência foi comunicada ao STF no âmbito da operação Sem Refino, que investiga fraudes no setor de combustíveis e lavagem de dinheiro. A PF não informou outros pagamentos relacionados ao caso no momento.

A transação ocorre poucos dias após a deflagração da 5ª fase da operação Compliance Zero, que apura repasses de recursos e influência parlamentar vinculados ao Banco Master. A PF investiga se houve uso de recursos para fins de benefício político do senador.

Reação e posicionamento

Nogueira negou irregularidades em investigações anteriores, dizendo que as ações decorrem de disputas políticas. A defesa classificou as medidas como precipitadas, citando mensagens trocadas como base para as investigações.

Sobre o repasse de R$ 14,2 milhões, a assessoria do senador afirmou que a venda de um terreno em Teresina, usado para a construção de uma distribuidora de combustíveis, foi regular e declarada às autoridades. A PF segue apurando os fatos vinculados às investigações em curso.

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