- Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21), em Alphaville, durante a operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil.
- A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado à cúpula do Primeiro Comando da Capital, com alvos que incluem Marcola, o irmão dele, dois sobrinhos e um suposto operador financeiro identificado como “Player”.
- Segundo os investigadores, Deolane seria responsável por recebimentos da organização por meio de uma transportadora de cargas, atuando como suposta caixa do PCC; foram bloqueados mais de R$ 327 milhões, além da apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.
- A defesa afirma que a prisão é perseguição; juridicamente, a pena pode variar, com estimativa de 12 a 40 anos, dependendo de enquadramento nas leis aplicáveis e da possível characterização como integrante do PCC.
- A Lei Antifacção, promulgada em 24 de março de 2026, endurece regras de progressão e pode limitar benefícios como anistia, indulto ou liberdade condicional, tornando a defesa mais difícil na audiência de custódia.
Deolane Bezerra, influenciadora e advogada, foi presa na manhã desta quinta-feira, 21, na sua mansão em Alphaville, na região metropolitana de São Paulo. A prisão ocorreu durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. O foco é um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Entre os alvos estão Marcola, o irmão dele, dois sobrinhos e um operador financeiro identificado como Player.
A ação resultou no bloqueio de mais de R$ 327 milhões em patrimônio, na apreensão de 17 veículos de luxo e na apreensão de quatro imóveis ligados aos investigados.
A defesa de Deolane, representada pela irmã Daniele Bezerra, classifica a prisão como perseguição. Afirmam que a acusação transforma suposições em verdades e manchetes em condenações.
Cenário jurídico previsto
Segundo a advogada Daniele Taveira, Deolane pode enfrentar pena elevada em função de novas leis. A leitura atual aponta para possíveis 12 a 40 anos de prisão, dependendo de enquadramentos.
A lei de lavagem de dinheiro prevê 3 a 10 anos, mas a Lei Antifação, sancionada em março de 2026, introduziu tipos penais como domínio social estruturado, com 20 a 40 anos, e favorecimento, com 12 a 20 anos. A soma pode chegar a 66 anos.
A história de prisões anteriores também impacta o caso. Em 2024, Deolane foi presa numa operação anterior e teve habeas corpus concedido. A defesa sustenta que a nova gravidade do caso exige cautela adicional.
A mudança legal também endureceu regras de progressão de regime. Lideranças ligadas a esses crimes podem perder benefícios, com exigência de cumprimento de até 85% da pena em regime fechado.
Caso haja novo habeas corpus, o caminho fica mais estreito. A defesa precisaria demonstrar ilegalidade na prisão ou falha grave no processo para ter chances, diante da robustez da investigação e do marco legal.
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