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Brasil reconhece seu tamanho na relação com os EUA, diz Lula

Lula afirma que o Brasil reconhece seu tamanho na relação com os EUA e que Washington enxerga a América Latina como droga e tráfico, exige respeito mútuo

"Ele me trata com muito respeito, e eu trato ele com muito respeito", disse Lula sobre relação com Donald Trump - (crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
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  • Em entrevista ao programa Sem Censura, Lula afirmou que reconhece o tamanho do Brasil na relação com os Estados Unidos.
  • Ele criticou a visão de alguns norte-americanos sobre a América Latina, dizendo que, na prática, o alcance é visto como droga e tráfico, e que é preciso aprender a lidar com eles.
  • O presidente ressaltou que o Brasil quer ser tratado com respeito e destacou a longa relação diplomática entre os dois países, afirmando que busca provar que está certo e Trump está errado.
  • Lula mencionou a reunião recente com Donald Trump, com pautas como combate ao crime organizado e exploração de terras raras.
  • Ele alertou sobre o risco de desentendimentos na Casa Branca, citando episódios envolvendo Cyril Ramaphosa e destacando a necessidade de uma conversa séria entre dois Estados democráticos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, que reconhece o tamanho do Brasil na relação com os Estados Unidos. A fala ocorreu na sexta-feira, 22/5, durante o bate-papo com o apresentador.

Lula ressaltou a necessidade de aprender a lidar com os norte-americanos, independentemente de quem ocupe a Casa Branca. Segundo o presidente, há uma visão latina que, segundo ele, costuma associar a região a droga e tráfico, mas o Brasil busca respeito mútuo na relação diplomática.

O petista comentou ter mantido encontro recente com o então presidente dos EUA, Donald Trump, no qual foram discutidos temas como combate ao crime organizado e exploração de terras raras. Lula afirmou que o Brasil não pretende provocar conflito e que a estratégia é atuar pela narrativa internacional.

Riscos na relação com a Casa Branca

Lula destacou a preocupação com a possibilidade de reaparecer em Washington a tensão observada em ocasiões anteriores, como o episódio envolvendo o ex-presidente sul-africano Cyril Ramaphosa. A imprensa registrou, em maio de 2025, uma cobrança de Trump a Ramaphosa sobre questões raciais, o que gerou constrangimento internacional.

O presidente também mencionou desentendimentos envolvendo a Ucrânia, com referências ao presidente Volodymyr Zelensky, em contextos de comunicação entre as lideranças. Segundo Lula, a conversa com Trump ocorreu entre dois líderes de idade avançada e deve pautar conversas responsáveis e respeitosas entre democracias da região.

Lula afirmou que o Brasil pretende manter uma relação de respeito recíproco com os EUA, mantendo o foco na cooperação em temas de segurança, economia e tecnologia, sem grandes rupturas. A entrevista reforça a leitura de que a política externa brasileira busca equilíbrio estratégico na relação com Washington.

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