- O STF manteve o desembargador Ricardo Couto no cargo de governador interino, após a renúncia de Cláudio Castro, e ele já exonerou milhares de servidores, alterando a estrutura do governo.
- O favoritismo de Eduardo Paes (PSD) nas pesquisas tem pressionado antigos aliados de Bolsonaro e de Castro a migrarem para outras candidaturas, num cenário de mudanças de apoio político.
- Douglas Ruas (PL) aparece como candidato a governador pela chapa ligada a Bolsonaro, com a estratégia de usar a máquina pública, enquanto o formato da eleição (direta ou indireta) depende de decisão judicial.
- O STF analisa, em julgamento marcado, se a eleição para governador será indireta ou direta diante da vacância, com o ministro Flávio Dino pedindo vista e prazo de até noventa dias para conclusão.
- Austeridade na Alerj e a troca de apoios se refletem em exonerações em várias pastas, incluindo Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e tensões entre Poderes, com impactos no cenário eleitoral.
Até dezembro do ano passado, o grupo político ligado a Jair Bolsonaro (PL) planejava manter o controle do governo do Rio. Operações policiais e decisões do STF mudaram essa estratégia, abrindo espaço para Eduardo Paes (PSD) se aproximar da vitória no 1º turno.
Com a renúncia de Cláudio Castro (PL), o governo do Rio ficou em aberto. Quem assumiu foi o presidente do TJ-RJ, Ricardo Couto, cuja continuidade depende de decisões do STF. Couto nomeou e exonerou milhares de servidores, em meio a conflitos entre Legislativo, Judiciário e Executivo.
Novo desenho político no estado
O cenário favorece Paes, anteposição a Douglas Ruas (PL), indicado pelo grupo bolsonarista para a disputa de 2026. Canelinha (União), prefeito de Paraíba do Sul, reuniu-se com Paes e confirmou apoio, em troca de participação na aliança.
Ruas, que já presidia a Alerj por meio de um interino, viu a eleição direta para governador tornar-se improvável diante da insegurança jurídica sobre o mandato. A Alerj, sob o comando provisório, teve novas nomeações e exonerações de servidores.
Impactos recentes e cenário eleitoral
Em abril, o STF manteve Couto no cargo de governador interino, apesar de a Alerj já ter escolhido um presidente titular. Até quinta-feira, Couto exonerou mais de 2.600 servidores, em grande parte em áreas técnicas e comissionadas.
A PF investiga o governador em exercício por possível favorecimento a um empresário com débitos fiscais. Castro afirmou atuar dentro da legalidade; a defesa afirma cooperação com a polícia em investigações.
Pesquisas e tendências
Levantamento recente da Quaest aponta Paes com 34% a 40% das intenções no 1º turno, Ruas entre 9% e 11%. No cenário de segundo turno, Paes fica em torno de 49%, Ruas em 16%. A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre 21 e 25 de abril.
A composição municipal do Rio segue majoritariamente alinhada ao PL, PP ou União Brasil, coligação que apoia Ruas. Mudanças de apoio ocorreram entre aliados, como a deputada Carla Machado, que migrou do Bacellar para o PSD.
Entre na conversa da comunidade