- Givaldo Santos, vice-chefe da comunidade Kaiowá e Guarani em Taquaperi, foi morto a tiros em o dia 1º de maio, dentro da Reserva Taquaperi, aos 40 anos.
- O ataque ocorreu perto de um ponto de ônibus dentro da reserva, em meio a disputas de terras e operações policiais recentes ligadas a território contestado.
- Santos vinha buscando responsabilização após um acidente na mesma rodovia que matou dois povos indígenas, incluindo uma criança de 12 anos.
- Deixa mulher, cinco filhos e uma comunidade que ainda busca respostas sobre o que houve.
- A rodovia MS-289 corta a reserva, que abriga milhares de indígenas em áreas de disputa histórica por terras, com tensões que persiste há décadas.
Givaldo Santos, vice-chefe da comunidade Kaiowá e Guarani de Taquaperi, foi morto a tiros na noite de 1º de maio, dentro da Terra Indígena Taquaperi, no Mato Grosso do Sul. A Polícia investiga as circunstâncias do crime, que ocorreu em meio a disputas por terras, superlotação e ações policiais na região.
Segundo testemunhas, dois homens armados em uma moto chegaram a um ponto de ônibus na reserva e abriram fogo. Santos foi atingido várias vezes e não resistiu. Ele tinha 40 anos e deixou esposa e cinco filhos.
Antes do assassinato, Santos vinha buscando responsabilização por um acidente na mesma rodovia, que matou dois povos indígenas, incluindo uma criança de 12 anos. Em relação ao caso, comunidades pediram uma apuração mais rigorosa por autoridades federais.
A Taquaperi abriga cerca de 5 mil moradores, em uma extensão de terras historicamente disputadas. A reserva, criada em 1928 com cerca de 2 mil hectares, continua marcada por conflitos entre povos indígenas, fazendeiros e autoridades.
Nos dias que antecederam o ataque, operações policiais desalojaram ocupantes de áreas reivindicadas pela região Iguatemipeguá II, conforme relatos de lideranças, que denunciaram violência durante as remoções. Em resposta, moradores bloquearam a rodovia em protesto.
Santos atuava como elo entre famílias e autoridades, organizando respostas a disputas e acidentes dentro da reserva. Sua atuação refletia a tensão cotidiana gerada por terras não demarcadas, que persiste ao longo de décadas.
No dia seguinte ao crime, o corpo de Santos foi levado de volta à Taquaperi, onde familiares e moradores prestaram as últimas homenagens. A comunidade relembra o líder como marido, pai e vizinho, sem apontar inimigos diretos.
As investigações seguem em andamento para esclarecer o que motivou o homicídio e apontar responsáveis. Enquanto isso, a comunidade Kaiowá e Guarani continua buscando respostas sobre a morte de Santos e sobre as disputas territoriais que a cercam.
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