- Lula defende a criação de um fundo nacional para administrar recursos de minerais estratégicos e terras-raras, destacando o interesse de Estados Unidos e Europa.
- O presidente afirmou que a disputa geopolítica por recursos para baterias e tecnologias da transição energética aumenta a importância do tema, e que cerca de setenta por cento do território brasileiro ainda precisa ser mapeado.
- O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras-raras, e o debate sobre minerais críticos ganha tração no governo e no Congresso.
- A Câmara aprovou a Política Nacional dos Minerais Críticos, que cria um fundo de até R$ cinco bilhões para financiar o setor e autoriza o governo a barrar acordos internacionais e a venda de mineradoras considerados ameaças à soberania.
- O CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos) ficará responsável por analisar operações societárias e definir minerais estratégicos, com PT discutindo a criação da Terrabras, uma estatal para exploração e industrialização de minerais críticos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a criação de um fundo nacional para gerir recursos de minerais estratégicos e afirmou que as terras-raras brasileiras atraem interesse de Estados Unidos e Europa. A declaração foi dada em entrevista ao programa Sem Censura, da EBC, veiculada na sexta-feira, 22 de maio de 2026.
Segundo Lula, o Brasil precisa proteger suas reservas minerals diante da disputa internacional por matérias usadas em baterias, eletrônicos e tecnologias de transição energética. Ele destacou que o interesse global pelas terras-raras aumentou com o acirramento da geopolítica.
Ele afirmou que o Brasil ainda conhece apenas parte de seu potencial mineral e defendeu ampliar o mapeamento geológico do território. O presidente citou que cerca de 70% da área nacional ainda precisa ser estudada.
Lula ressaltou que o país tem vantagens geopolíticas por concentrar grandes reservas minerais, água doce, petróleo e a maior floresta tropical do mundo. Disse que é preciso ter cuidado para receber respeito internacional.
Segundo ele, o tema passou a ser tratado pelo governo como questão estratégica de Estado, com propostas para ampliar o controle nacional, incluindo a criação de um conselho ligado à presidência.
Terras-raras no Brasil
A nação ocupa a 2ª maior reserva mundial de terras-raras. O tema ganhou força no governo e no Congresso nos últimos meses, com avanços legislativos relevantes.
A Câmara aprovou uma Política Nacional dos Minerais Críticos, que prevê um fundo garantidor de até 5 bilhões de reais para o setor e permite ao governo frear acordos internacionais e a venda de mineradoras consideradas ameaças à soberania.
O texto também cria o CIMCE, um conselho que analisará operações societárias, definirá minerais estratégicos e avaliará parcerias internacionais no setor.
Integrantes do PT discutem, ainda, incluir no programa de governo de 2026 a Terrabras, estatal voltada à exploração e industrialização de minerais críticos e terras-raras.
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