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Mendonça vota para manter prisão de Felipe Vorcaro

Mendonça mantém a prisão preventiva de Felipe Vorcaro, reconhecendo seu protagonismo no esquema de lavagem de dinheiro e risco de obstrução das investigações

Preso desde 7 de maio, Felipe Vorcaro teria tentado obstruir as investigações
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  • O ministro André Mendonça votou para manter a prisão preventiva de Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero.
  • Felipe, preso desde 7 de maio, é apontado como protagonista na estrutura criminosa voltada à lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e corrupção.
  • O voto destaca que ele exercia papel central nas movimentações patrimoniais e societárias do grupo, com indícios de tentativa de obstrução das investigações e risco de fuga.
  • A defesa aponta que Felipe deixou a residência antes da chegada dos agentes na segunda fase da operação, conforme o magistrado, o que indicaria frustração da atuação estatal.
  • Investigações da Polícia Federal indicam ligação de Felipe a decisões estratégicas ligadas ao senador Ciro Nogueira, com suspeita de venda de ações de cerca de R$ 13 milhões por apenas R$ 1 milhão para empresa administrada pelo irmão do senador.

O ministro do STF André Mendonça votou para manter a prisão preventiva de Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero. A decisão ocorreu após Mendonça converter a prisão temporária em preventiva.

Segundo o voto, Felipe teve protagonismo na estrutura criminosa voltada à lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e corrupção. O ministro apontou que o investigado exercia papel central nas movimentações patrimoniais e societárias do grupo.

Mendonça justificou a manutenção da medida cautelar com indícios de tentativa de obstrução das investigações e risco concreto de fuga por parte de Felipe. A avaliação destaca a atuação do investigado na fase de deflagração da operação.

Conforme o despacho, Felipe teria deixado a residência antes da chegada dos agentes durante a segunda fase da Operação Compliance Zero. A gestão estatal foi considerada insuficiente para evitar a frustração de provas.

As investigações apontam ligações de Felipe com decisões estratégicas ligadas a operações financeiras e societárias associadas ao senador Ciro Nogueira, conforme apurado pela Polícia Federal.

Outra linha de apuração envolve a acusação de que Felipe participou da venda de ações avaliadas em cerca de 13 milhões de reais por apenas 1 milhão de reais, para uma empresa administrada pelo irmão do senador.

O despacho que autorizou a quinta fase da operação descreve Felipe como integrante do núcleo financeiro-operacional do grupo, com domínio relevante sobre fluxos patrimoniais, estruturas societárias e mecanismos de ocultação de recursos.

Diante dessas informações, Mendonça converteu a prisão temporária em preventiva nesta segunda-feira, 18, mantendo o investigado afastado do uso de liberdade durante as investigações.

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