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Quem é elegível ao Fundo de Desarmamento? Críticos de Trump dizem que podem

Fundo de US$ 1,8 bilhão pode beneficiar críticos de Trump, como Cohen e Comey, com elegibilidade ampla e sem restrição partidária

NBC via Getty Images James Comey wears a suit and holds a mug on the set of NBC News' Meet the Press.
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  • O Departamento de Justiça criou um fundo de US$ 1,8 bilhão para vítimas de “weaponisation” do governo, anunciado como parte de um acordo com Donald Trump sobre o vazamento de suas declarações de imposto.
  • Michael Cohen, ex-assessor de Trump, afirmou que vai pedir indenização do fundo, alegando perseguição política.
  • O ex-diretor do FBI James Comey disse que pode pleitear o benefício, destacando que o fundo visa pessoas visadas pela Justiça por motivos políticos.
  • O fundo será administrado por cinco pessoas indicadas pelo procurador-geral, com uma nomeação também em coordenação com o Congresso.
  • A elegibilidade é ampla e não há restrição partidária; críticos temem que o fundo recompense aliados de Trump, incluindo indivíduos condenados em relação ao ataque ao Capitólio de 6 de janeiro.

O governo dos EUA criou um fundo de 1,8 bilhão de dólares para indenizar vítimas de o que chama de “weaponisation” do governo. A medida foi anunciada pelo subprocurador-geral interino Todd Blanche como parte de um acordo de settlement com Donald Trump relacionado a uma divulgação de retornos fiscais do ex-presidente. Michael Cohen, antigo aliado de Trump que virou adversário, afirmou que pretende apresentar uma reclamação para receber dinheiro.

Cohen informou em X que buscará indenização após anos de críticas públicas, investigações e prisão. Ele já colaborou com autoridades em casos envolvendo o ex-presidente e tem restrições por causa de condenações em 2018: falso testemunho, sonegação fiscal, financiamento ilegal de campanhas e fraude bancária.

O fundo é apresentado pela Justiça como neutro, sem restrições partidárias. Blanche argumenta que dezenas de milhões de americanos teriam sido alvo de ações governamentais indevidas, o que justificaria a soma de 1,8 bilhão de dólares. O texto de referência também menciona que democratas podem apresentar pedidos, sem exceções.

Entre os potenciais solicitantes, aparece o ex-diretor do FBI James Comey, que afirmou à CNN que pode pleitear o fundo. Comey sugeriu que a indenização pode compensar pessoas que sentem perseguição política por parte do Departamento de Justiça. A afirmação gerou questionamentos sobre critérios de elegibilidade.

Outra figura de destaque, Allison Gill, criadora do podcast Mueller, She Wrote, disse que buscará cerca de 8,647 milhões de dólares como compensação por suposta retalição governamental que afetou sua carreira. A Justiça não respondeu até o momento sobre a elegibilidade de Cohen, Comey ou Gill.

Quem pode receber

O fundo será supervisionado por cinco pessoas indicadas pelo procurador-geral, conforme Blanche. Uma delas deverá ser escolhida em coordenação com o Congresso. O modelo é apresentado como amplo, sem restrição partidária, para abarcar diversas formas de abuso alegado.

Críticos passaram a questionar se o dinheiro pode beneficiar aliados de Trump ou indivíduos já condenados por crimes relacionados ao assalto ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021. Trump concedeu perdões a vários condenados no seu retorno ao cargo.

Alguns membros do Congresso pedem mais clareza sobre critérios de elegibilidade e impactos. Rep. Brian Fitzpatrick, republicano, pediu detalhes sobre potenciais beneficiários, incluindo se pessoas condenadas por violência federal podem receber pagamentos. O tema gerou debates entre legisladores democratas e republicanos.

Apesar da tensão, o anúncio inicial gerou expectativa entre críticos de Trump, que veem no fundo um mecanismo de reparação para quem afirma ter sido visado por ações judiciais de motivação política. A administração busca defender a estrutura como instrumento de reparação institucional.

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