- O presidente Lula elogiou o governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, e disse que a decisão do STF de mantê-lo no cargo está correta até o desfecho sobre o mandato-tampão.
- As falas ocorreram durante a inauguração da nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz, no Rio.
- Lula chamou Couto ao palco e o público o aclamou, dizendo que, se a Assembleia precisasse indicar, viria “um miliciano” para o governo e que Couto tem seis a dez meses para agir.
- O presidente pediu que Couto trabalhe para prender todos os ladrões que governam o estado e os deputados envolvidos com milícias organizadas, segundo Lula.
- Couto é presidente do Tribunal de Justiça do Rio e assumiu o governo interinamente em março, após a renúncia de Cláudio Castro, que deixou o cargo à véspera de ser condenado pela Justiça Eleitoral.
O presidente Lula elogiou o governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, e defendeu a permanência dele no cargo até o STF decidir sobre o modelo de eleições para o mandato-tampão. A declaração ocorreu durante a inauguração da nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, no Rio de Janeiro.
Lula destacou a importância da decisão do STF que manteve Couto no governo estadual e afirmou que, caso a Assembleia Legislativa indicasse o nome para assumir, haveria o risco de indicar alguém ligado a milícias. O chefe do Executivo federal pediu que Couto tenha os seis a dez meses de mandato para agir contra instituições criminosas.
O presidente também pediu empenho de Couto no combate ao crime organizado e informou estar à disposição do governo estadual para enfrentar o tema, sinalizando apoio do governo federal ao enfrentamento de milícias. Couto ouvia as palavras de Lula em silêncio, sem reagir publicamente.
Quem ocupa o exercício do governo no Rio desde março é o presidente do Tribunal de Justiça do estado, após a renúncia de Cláudio Castro (PL). Castro deixou o cargo pouco antes de ser condenado pela Justiça Eleitoral, abrindo espaço para a atuação de Couto na função interina.
Lula reforçou que o Rio não pode ser governado por lideranças associadas a milícias e pediu colaboração entre os poderes para avançar no combate ao crime organizado. O discurso ocorreu em um evento institucional, mantendo o foco na estabilidade administrativa e na continuidade de políticas públicas durante a transição.
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