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Ato pelo fim da escala 6×1 reúne cerca de 200 pessoas em Brasília

Brasília recebe ato pelo fim da escala 6 X 1; organização aponta quinhentos participantes, enquanto a Polícia Militar registra duzentos

Manifestantes que apoiam o fim da escala 6 X 1 se concentraram em frente ao Museu Nacional da República e seguiram até o Congresso Nacional
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  • Em Brasília, ato pró PEC que propõe fim da escala de trabalho 6 X 1 ocorreu em frente ao Museu Nacional da República, ocupando cerca de 1.500 m²; organizadores falam em quase 500 pessoas, enquanto a PM ficou em cerca de 200 presentes.
  • A mobilização foi organizada pelo Coletivo Mobiliza DF, com participação de jovens, movimentos populares, famílias e pré-candidatos, além de apresentações de hip-hop e música.
  • Os manifestantes pediram o fim da escala 6 X 1 e defenderam a redução da jornada para quarenta horas semanais sem redução salarial; a proposta também prevê fortalecimento das convenções coletivas.
  • Sobre a transição para a nova jornada, o relator da PEC, Léo Prates, afirmou que o tema será discutido, enquanto o presidente da Câmara, Hugo Motta, sinalizou que detalhes ainda precisam ser definidos.
  • O movimento reuniu apoio em pelo menos dez unidades da Federação, com atos programados para ocorrer no dia anterior à apresentação do relatório.

Um ato em defesa da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6 X 1 reuniu apoiadores do governo em Brasília neste domingo, 24 de maio de 2026. O evento ocorreu em frente ao Museu Nacional da República, com a participação de militantes, pré-candidatos e trabalhadores. A organização estima apoio próximo de 500 pessoas.

O ato foi coordenado pelo Coletivo Mobiliza DF, com a presença de representantes de movimentos populares, artistas e vendedores ambulantes. A Polícia Militar do Distrito Federal acompanhou a segurança do protesto, que ocupou um perímetro de cerca de 1.500 m². A organização previa cerca de 5.000 pessoas, mas a contagem final divergiu.

Questionada pelo Poder360, a PM informou que foram cerca de 200 participantes. Mesmo com números variáveis, o ato ocorreu sem registros de conflitos significativos até o fim da tarde.

Continuidade do movimento e declarações sobre a PEC

As falas centrais criticaram a manutenção da escala de 6 X 1, defendendo a semana de 40 horas sem redução salarial. Em pauta, a possibilidade de transição de 2 a 5 anos, ainda sem definição definitiva. Relator da PEC, o deputado Léo Prates, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, disseram que pontos como o fim da escala e as 40 horas já possuem consenso, mas o período de transição segue em estudo.

Entre as falas, houve repúdio à proposta de transição gradual, com participação de pré-candidatos a deputados distritais dos partidos Psol e Rede, além de artistas e uma conselheira tutelar. Também houve apresentações de hip-hop e música popular durante o ato.

Participação acadêmica e alcance nacional

A pesquisadora Renata Santana Lima, doutoranda em direito na UnB, acompanhou o ato para coleta de dados sobre o movimento VAT (Vida Além do Trabalho) e a relação entre direito do trabalho e democracia. Ela ressaltou que a pesquisa tem posicionamento explícito, sem neutralidade matemática, e articula a pauta com redes sociais que deram voz ao movimento.

Além de Brasília, atos de apoio à PEC foram convocados em ao menos 10 estados, incluindo Belém, Curitiba, Fortaleza, Maringá, Salvador, Recife, Cuiabá, Rio de Janeiro e São Paulo. As mobilizações ocorrem na véspera de apresentação do relatório da PEC pelo relator.

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