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Entre glamour e naturalidade, o visual das mulheres na política como poder

O visual das mulheres na política tornou-se instrumento de poder, com direita mais produzida e esquerda mais natural, ampliando o discurso público

Celso Kamura e Dilma Rousseff: cabelo mais natural
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  • A estética das mulheres na política varia: direita produzida, com cabelo e maquiagem polidos, esquerda mais natural e despojada.
  • O cabelo, a maquiagem e o visual passaram a funcionar como parte da mensagem política, além do discurso.
  • O hairstylist Celso Kamura, em entrevista aos 50 anos de carreira, afirma que há diferença de estilo entre as alas, mas tudo é estratégia de comunicação.
  • Nas redes sociais, a diferenciação visual ficou mais evidente e rápida, com debates sobre aparência ganhando repercussão.
  • Exemplos citados incluem Dilma Rousseff, Martha Suplicy, Michelle Bolsonaro, Melania Trump e Marina Silva, entre outros, para ilustrar os padrões de cuidado com a imagem.

Nos últimos anos, o visual das mulheres na política ganhou protagonismo redondo. Cabelo, maquiagem, roupas e postura passaram a transmitir mensagens políticas, além do discurso.

Segundo o hairstylist Celso Kamura, há uma estética mais produzida entre as mulheres da direita e uma aparência mais natural entre as da esquerda. A imagem vira parte da narrativa partidária.

Na era das redes sociais, o peso do visual se intensificou. Políticas associadas a uma imagem aspiracional costumam apostar em elegância clássica, enquanto outras referências optam por simplicidade e proximidade.

Estética como linguagem

Kamura tem trajetória ligada a figuras como Dilma Rousseff e Martha Suplicy. Ele ressalta que a cobrança sobre o visual é maior para mulheres na política, diante do olhar constante da sociedade.

O profissional diz que o cuidado com cabelo e vestimenta não é apenas vaidade, mas ferramenta de comunicação. Qualquer escolha é interpretada dentro de uma estratégia de imagem.

Entre exemplos mencionados, destacam-se estilos que vão do clássico ao casual, refletindo posicionamentos e alianças políticas. A era digital acelera a visibilidade de cada detalhe.

A discussão não busca transformar beleza em trincheira ideológica, mas compreender a linguagem do corpo no espaço público. O visual é parte de uma comunicação mais ampla.

Observações históricas ajudam a entender o fenômeno. Jacqueline Kennedy e Margaret Thatcher já exploravam a estética como parte da autoridade. Hoje, a internet acelera a taxa de repercussão de cada look.

Essa dinâmica no Brasil ganha contornos locais, com debates sobre representatividade e normas de conduta. A imagem é hoje uma extensão das estratégias políticas, não apenas aparência.

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