- Tulsi Gabbard pediu demissão do cargo de diretora de inteligência nacional, informando que deixaria o posto em 30 de junho para apoiar o marido, diagnosticado com câncer.
- Reportagens indicam que a Casa Branca pressionou a republicana a deixar o cargo, em meio a rumores de substituição discutidos entre membros do gabinete.
- Mesmo mantendo lealdade a Donald Trump, Gabbard ficou isolada por manter ceticismo sobre intervenções militares e mudança de regime no exterior.
- Ela criticou a condução de inteligência sobre o programa nuclear do Irã, especialmente após Trump intensificar ataques e pressioná-la a alterar avaliações.
- A guerra entre EUA e Israel contra o Irã, lançada em fevereiro, elevou tensões regionais e manteve a presidente de inteligência afastada de reuniões-chave e de briefings ao Congresso.
Tulsi Gabbard, diretora de inteligência nacional dos EUA, permaneceu leal a Donald Trump até o fim, mesmo quando as tensões políticas cresceram dentro da gestão. No ano passado, ela acusou Obama e oficiais de segurança de liderarem uma suposta conspiração para expor interferência russa nas eleições de 2016, segundo relatos de veículos internacionais.
Em janeiro, Gabbard compareceu ao local de uma operação do FBI na Geórgia que buscava cédulas da eleição de 2020, mantendo foco principal em inteligência externa. A atuação da diretora gerou controvérsias sobre o alcance de suas atribuições.
Na sexta-feira, Gabbard apresentou sua renúncia a Trump, marcando a saída para 30 de junho para apoiar o marido, que foi diagnosticado com câncer. A decisão ocorreu em meio a relatos de que a Casa Branca teria pressionado a renúncia.
Mudanças no relacionamento com Trump
Segundo reportagens, Trump vinha avaliando substituições no ministério de Inteligência, o que teria contribuído para o afastamento de Gabbard do epicentro das decisões. O tema ganhou destaque após a reportagem do Guardian sobre consultas privadas do presidente a membros do gabinete.
Em meio a acusações de obstrução de regimes de mudanças, a narrativa internacional descreve a queda de influência de Gabbard em reuniões de alto nível, especialmente quando a administração alinhava estratégias sobre intervenções estrangeiras.
Gabbard ficou sob pressão quando o governo intensificou planejamento de operações contra governos adversários, incluindo a Venezuela, e as últimas ações militares da era Trump. A diretora, porém, manteve posição de cautela em relação a intervenções.
Contexto das avaliações de Inteligência
Diversos órgãos internacionais e especialistas independentes indicaram que o Iran não estava prestes a obter uma arma nuclear no período, ainda que o enriquecimento tenha aumentado. A posição de Gabbard coincidiu com avaliações de que o programa não avançava para a produção de uma ogiva.
O episódio ocorreu em meio a uma mudança de postura de Trump, que havia sido apresentado como candidato à paz, mas voltou a ordenar ataques a múltiplos países. O desfecho envolve um racha entre a liderança de inteligência e a estratégia de intervenção anunciada pelo governo.
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