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Além de Vorcaro, filho 01 teme novos escândalos no Rio

PF aponta Rodrigo Bacellar como núcleo do esquema no Rio; Castro atuou como instrumento, com desvios de recursos e favorecimentos

Ricardo Magro (esq.), dono da Refit, e o ex-governador Cláudio Castro
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  • A Polícia Federal aponta Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, como peça central do esquema, com mais influência que o ex-governador Cláudio Castro, a quem pretendia suceder para manter o controle.
  • Documentos enviados ao Supremo Tribunal Federal indicam que Bacellar interferiu na escolha de cargos do primeiro escalão durante quase seis anos em que Castro ocupou o Palácio Guanabara.
  • Castro, após o afastamento de Wilson Witzel, atuou como aliado de Flávio Bolsonaro, usando a posição para viajar de jatinho financiado pelo estado a eventos como o Carnaval de Salvador e a Fórmula 1 em São Paulo.
  • O uso de recursos do Rioprevidência seria responsável por investir R$ 2,6 bilhões em fundos controlados por Daniel Vorcaro, com suspeitas de facilitar operações fraudulentas da refinaria Refit e de pagamentos a agentes públicos para falsificar declarações fiscais.
  • A campanha do filho de Flávio Bolsonaro busca evitar contaminação, enquanto Bacellar era candidato ao governo e Castro ao Senado; há percepção de que, desde 2018, tudo passa pelo eixo Flávio Bolsonaro no Rio.

Com base em documentos apresentados à Polícia Federal, a investigação aponta que Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, teve atuação central na estrutura de poder do estado. Ele teria influenciado a formação de cargos de alto escalão no período em que Cláudio Castro ocupou o Palácio Guanabara.

A PF sustenta que Bacellar atuou na indicação de titulares das secretarias de Fazenda, Educação e Assistência Social, além de cargos nas polícias Militar e Civil, durante quase seis anos. A operação recebeu provas que apontam para uma liderança que superava o então governador em termos de influência.

Conforme as apurações, Castro assumiu a gestão estadual sob o comando de Bacellar, mantendo alinhamento com Flávio Bolsonaro, o que, segundo a força-tarefa, elevou a capacidade de controle político e operacional do núcleo próximo ao governo.

A investigação também envolve discórdias financeiras relacionadas a investimentos realizados com recursos do Rioprevidência. A PF acusa Castro de facilitar operações envolvendo fundos controlados por Daniel Vorcaro, apontado como figura próxima ao núcleo familiar.

Segundo os relatos, o esquema envolveria o repasse irregular de recursos para empresas ligadas ao grupo de Vorcaro, com a participação de agentes públicos em declarações fiscais falsas. As suspeitas indicam pagamentos mensais de aproximadamente 300 mil reais nesse contexto.

Ao longo do processo, a apuração reforça a visão de uma instrumentalização de estruturas públicas para fins privados, com impactos no funcionamento do Estado e na transparência de receitas e despesas vinculadas a órgãos consultados pelas investigações.

O caso integra um conjunto de ações da Polícia Federal que mira ligações entre o governo estadual e redes criminosas, incluindo a atuação de empresários e figuras ligadas ao ciclo político da família Bolsonaro. As autoridades ainda não divulgaram todos os desdobramentos.

Ainda segundo as informações disponíveis, a investigação busca esclarecer o peso de cada peça nessa engrenagem, especialmente no que diz respeito a contratos, repasses e a eventual responsabilização de agentes públicos pela facilitação de operações fraudulentas.

Em meio aos desdobramentos, o cenário político no Rio permanece sob forte escrutínio. A defesa de envolvidos nega irregularidades de forma categórica, enquanto os investigadores continuam reunindo provas, depoimentos e documentos para esclarecer o papel de cada figura citada.

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