- Erika Hilton (PSol-SP) comemorou o parecer final da PEC 6×1, que propõe o fim da escala 6×1.
- A jornada de trabalho passaria de 44 para 42 horas semanais em 2026 e para 40 horas em 2027, sem redução de salários.
- A deputada afirma que o texto representa uma vitória para trabalhadores, mas alerta que a direita pode tentar manter uma escala de 52 horas semanais.
- O relator, Léo Prates, apresentou o parecer, que foi elaborado junto ao presidente da Câmara e ao presidente Lula; a implementação ocorreria em até 14 meses.
- A PEC ainda precisa ser aprovada na comissão especial e, em seguida, votada pelo plenário, com expectativa de que o parecer siga ao menos em dois turnos de votação.
A PEC 6×1 ganhou novo impulso nesta segunda-feira (25/5) com a apresentação do parecer final que prevê o fim da escala 6×1. A proposta, de iniciativa da deputada Erika Hilton (PSol-SP), reduz a jornada sem cortar salários.
O texto estabelece 42 horas semanais em 2026 e 40 horas em 2027. A medida é vista pela parlamentar como avanço para trabalhadores e como derrota para a defesa de jornadas mais longas defendidas pela oposição.
Segundo Hilton, o relator entregou a versão que encerra a escala 6×1 ainda neste ano, com promulgação prevista para pouco tempo após a aprovação. O objetivo é reduzir a carga de trabalho sem impactar remuneração.
Relator apresenta parecer da PEC 6×1
O parecer foi apresentado por Léo Prates, em reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e apoio de autoridades do governo. O texto prevê que a redução seja implementada em até 14 meses.
A mudança não reduz salários, conforme o relatório. A proposta depende de aprovação na comissão especial e, depois, no plenário, com maioria de ao menos dois terços (308 votos em dois turnos).
O passo seguinte ocorre nesta semana: a comissão deve discutir o parecer na quarta-feira (27/5). Se aprovado, o tema pode ir ao plenário já na quinta-feira (28/5).
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