- Entre os eleitores de centro, 29% deklaram voto em Lula e 20% em Flávio Bolsonaro; 70% já definiram algum candidato, e 30% estão divididos entre menores, nulos, brancos e indecisos.
- Considerando apenas as intenções de voto oposicionistas, 41% não apoiam Lula, o que supera a preferência do presidente.
- Há incerteza sobre o segundo turno: esses eleitores podem optar por um opositor, como Flávio Bolsonaro, mesmo com a candidatura dele sob pressão por causa do caso “Dark Horse”.
- Esse segmento costuma rejeitar a polarização e pode optar por voto nulo, branco ou não comparecer; o apoio a propostas moderadas é essencial.
- Para reconquistar esse eleitorado, Flávio Bolsonaro precisa demonstrar moderação, transparência e foco em temas práticos como economia, segurança e estabilidade institucional.
Entre os eleitores de centro, 29% dizem apoiar Lula, segundo a última pesquisa Datafolha, enquanto 20% citam Flávio Bolsonaro. Completa o painel Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Renan Santos, com 4% a 6% cada. Assim, 70% já definiram seus candidatos; 30% não tiveram decisão consolidada.
O estudo aponta ainda que, somando as intenções de voto oposicionistas, o grupo é de 41%, bem acima do apoio atual a Lula. A dúvida é se, no segundo turno, esses eleitores escolherão um concorrente que não seja Lula, dada a situação de Flávio Bolsonaro frente ao caso Dark Horse envolvendo Daniel Vorcaro.
Estimativas apontam que o eleitorado de centro pode não comparecer ou votar nulo, branco ou negociar apoio a outras opções. Em 2022, esse contingente representou 24,2% do total, equivalente a quase 38 milhões de votos, frente a 58,2 milhões de Bolsonaro e 60,3 milhões de Lula.
Cenário para Flávio Bolsonaro
Para reconquistar esse público, Flávio Bolsonaro precisa mostrar moderação e foco em propostas práticas, como economia, segurança e institucionalidade. O desafio é reduzir a percepção de raiva entre extremismos nas redes e afastar o eleitor da polarização, buscando mensagens mais serenas.
Analistas ressaltam que o eleitorado centro valoriza clareza de propostas e confiança no jogo institucional. A adesão dependerá de sinais de responsabilidade política e de distanciamento de ruídos, além de medidas que transmitam previsibilidade e abertura ao diálogo.
Caso não haja mudança, o grupo pode continuar buscando alternativas ou permanecer na zona de desencanto, o que aumenta o peso de votos nulos, brancos e abstenções no resultado. A evolução desse segmento pode alterar o equilíbrio da disputa, conforme a comunicação de cada candidato.
Coluna de referência: Aluizio Falcão Filho, jornalista e publisher do Money Report, com histórico em grandes veículos. Fontes citadas: Datafolha e o caso Dark Horse.
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