- A Bolívia viveu quatro semanas de paralisia por bloqueios de estradas e manifestações lideradas por apoiadores de Evo Morales, que isolam La Paz e pressionam o governo de Rodrigo Paz a prender o ex-presidente.
- Evo Morales é alvo de mandado de prisão por supostos crimes de tráfico humano e abuso sexual de menor; ele nega as acusações e está refugiado no Trópico de Cochabamba, protegido por milícias e apoiadores.
- Os bloqueios provocaram crise humanitária, com desabastecimento de alimentos e combustíveis, falta de insumos em hospitais e suspensão de cirurgias; pelo menos quatro pessoas morreram por não receberem atendimento médico.
- A comunidade internacional reage com apoio ao presidente Paz e envio de ajuda: Estados Unidos e a coalizão Escudo das Américas; Argentina, Chile e Peru doam mantimentos; Colômbia apoia os manifestantes, gerando atrito e a expulsão da embaixadora colombiana.
- A estratégia do governo é combinar diálogo com medidas de força, incluindo cortes salariais e apoio do Senado para declaração de estado de exceção, o que permitiria o uso das Forças Armadas para desbloquear as estradas; Morales e seus aliados não formalizam negociações, pedindo a renúncia ou novas eleições.
Há quatro semanas, a Bolívia vive uma paralisia causada por bloqueios de estradas e manifestações associadas a apoiadores do ex-presidente Evo Morales. A unrest is centrada em La Paz, onde militantes visam impedir a prisão de Morales e pressionar o governo de centro-direita de Rodrigo Paz. A ação envolve desobediência civil, bloqueios de vias e confrontos com forças de segurança.
Morales, ex-presidente de esquerda, é alvo de uma ordem de captura sob acusações de tráfico humano e abuso sexual de menor, relacionadas ao seu mandato. Ele nega as acusações, afirma perseguição política e permanece refugiado no Trópico de Cochabamba, protegido por simpatizantes e milícias.
Os bloqueios provocam desabastecimento de alimentos e combustível, atingindo especialmente La Paz e El Alto. Hospitais relatam falta de insumos e oxigênio, levando à suspensão de cirurgias. Registros apontam pelo menos quatro mortes ligadas à dificuldade de acesso a atendimento médico.
Reações internacionais e contexto regional
O governo dos EUA e a coalizão Escudo das Américas apoiam o presidente Rodrigo Paz, enviando ajuda logística e médica. Países vizinhos, como Argentina, Chile e Peru, também contribuíram com mantimentos. A Colômbia apoio aos manifestantes gerou atrito, levando à expulsão da embaixadora colombiana de La Paz.
Estratégia de estabilização do governo
Paz busca combinar diálogo com medidas de austeridade. Ele anunciou cortes salariais para o próprio gabinete como sinal de contenção, e contou com apoio do Senado para declarar estado de exceção, o que facilitaria o uso das Forças Armadas para desbloquear estradas. Morales e aliados resistem, pedindo renúncia ou novas eleições. Fonte: equipes da Gazeta do Povo.
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