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Comissão da Câmara retoma votação da PEC da 6×1 nesta quarta; entenda o rito

Comissão especial da Câmara retoma votação da PEC da 6x1; se aprovada, jornada cai de 44 para 40 horas semanais em até doze meses, com dois dias de descanso

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  • A comissão especial retoma nesta quarta-feira, às 10h30, a análise da PEC que propõe fim da escala 6×1; a sessão tem 38 deputados e é necessário pelo menos 20 votos favoráveis.
  • Se aprovada na comissão, a PEC segue para o plenário da Câmara, com votação prevista em dois turnos na quinta-feira, 28 de maio; para ir ao Senado, são necessários 308 votos dos 513 deputados.
  • Principais mudanças: a jornada passa de 44 para 40 horas semanais de forma gradual, com dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos; não haverá redução salarial.
  • Exceções e ajustes: há possibilidade de acordos e convenções coletivas para detalhar a implementação; ficam de fora trabalhadores com diploma de nível superior com remuneração mensal acima de duas vezes e meia o teto do INSS; contratos com a administração pública dependem de reequilíbrio econômico-financeiro.
  • Transição e prazos: 60 dias após a promulgação para queda de 44 para 42 horas; 12 meses para chegar a 40 horas; durante a transição, acordos podem redistribuir as horas, mantendo o descanso previsto na Constituição.

A comissão especial da Câmara retoma nesta quarta-feira (26/5) a análise da PEC que prevê fim da escala 6×1 e redução gradual da jornada de 44 para 40 horas semanais. O parecer é do relator Léo Prates (Republicanos-BA) e houve pedido de vista de Maurício Marcon (PL-RS). A sessão começa às 10h30.

O colegiado tem 38 deputados. Para aprovar, é necessário ao menos 20 votos favoráveis. A oposição tem tentado obstruir, mas o governo aposta em aprovação mais tranquila, com o texto seguindo para o plenário da Câmara.

A PEC prevê redução gradual da carga horária, mantendo salário e garantindo dois dias de descanso semanal remunerado, com um dia preferencialmente aos domingos. A ideia é chegar a 40 horas semanais em até 14 meses.

Mudanças-chave da PEC

  • Redução gradual da jornada: de 44 para 40 horas semanais;
  • Fim da escala 6×1: dois dias de descanso, com prioridade para o domingo;
  • Garantia de salário: nenhuma redução nominal ou proporcional em decorrência da nova carga horária.

Depois da comissão, o texto segue para o plenário da Câmara. A expectativa é votar os dois turnos na quinta-feira (28/5). Para seguir ao Senado, são necessários 308 votos entre 513 deputados.

Detalhes operacionais e exceções

  • Acordos e convenções coletivas poderão disciplinar a implementação da nova jornada;
  • Regimes diferenciados podem ser mantidos conforme lei ou normas reguladoras;
  • Trabalhadores com diploma superior e remuneração alta ficam fora das regras de controle de jornada.

Para contratos com a administração pública, a redução só ocorrerá após reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos, com aditamento em até 12 meses. A promulgação no Congresso Nacional é suficiente para a entrada em vigor da PEC, sem necessidade de sanção presidencial.

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