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Deputados denunciam crise na rede estadual de saúde de Pernambuco

Deputados denunciam redução de leitos e R$ 1,5 bilhão a menos em investimentos na saúde de Pernambuco, gerando superlotação e precariedade estrutural

Superlotação em hospitais de Pernambuco
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  • Deputados da oposição em Pernambuco denunciaram crise na rede estadual de saúde, após fiscalizações em hospitais no Recife.
  • Em visitas ao Hospital da Restauração, Hospital Otávio de Freitas, Hospital Getúlio Vargas e Hospital Agamenon Magalhães, foram encontrados corredores lotados, macas improvisadas e demora no atendimento.
  • Afirmam que houve redução de leitos e queda de investimentos: participação da receita caiu de 18,8% em 2022 para 15,7% em 2024, representando 1,5 bilhão de reais a menos.
  • Dados apontam que, entre 2023 e maio de 2026, o governo gastou 913,9 milhões de reais em construção, ampliação, reformas e equipagem, além de recursos em comunicação, marketing e festividades; dizem que houve redução de 17% nesses investimentos.
  • Problemas estruturais são destacados: teto do Hospital da Restauração desab após ações de revitalização da fachada, e há licitação de 15 milhões de reais para a recuperação da fachada do Hospital Agamenon Magalhães; governo não respondeu até o fechamento.

Deputados estaduais da oposição em Pernambuco denunciara crise na rede pública de saúde do estado, com base em fiscalizações realizadas em unidades da rede estadual no Recife na segunda-feira, 25 de maio. A acusação aponta redução de leitos e retirada de cerca de R$ 1,5 bilhão de investimentos na saúde como causa central do atual colapso.

Durante visitas ao Hospital da Restauração, Hospital Otávio de Freitas, Hospital Getúlio Vargas e Hospital Agamenon Magalhães, os parlamentares relataram corredores superlotados, pacientes em macas improvisadas e atrasos no atendimento. Estruturas deterioradas, infiltrações, falhas de manutenção e equipes sob pressão também foram apontadas como problemas.

Segundo os deputados, o Governo de Pernambuco reduziu investimentos na saúde de 18,8% para 15,7% da receita corrente líquida entre 2022 e 2024, equivalendo a R$ 1,5 bilhão a menos. O líder da oposição na Alepe, deputado Sileno Guedes, afirmou que o recuo está ligado ao aumento da demanda e à queda na capacidade de atendimento.

De acordo com Guedes, houve redução de 17% nos investimentos destinados às principais unidades da rede estadual. Entre 2023 e maio de 2026, o governo destinou R$ 913,9 milhões a ações como construção, ampliação, reforma e equipagem de unidades, além de gasto com comunicação, marketing e festividades.

Problemas estruturais

No Hospital da Restauração, após ações de revitalização anunciadas pelo governo, parte do teto desabou. Já no Hospital Agamenon Magalhães, o governo autorizou licitação de R$ 15 milhões para a recuperação da fachada, em meio aos relatos de sua precariedade. Durante as visitas, problemas estruturais e operacionais foram observados pelos parlamentares.

Contexto político atual

O debate ocorre em meio a acirramento político de Pernambuco para as eleições de 2026. Pesquisas indicam disputa acirrada entre o ex-prefeito de Recife João Campos (PSB) e a governadora Raquel Lyra (PSD). Dados de 1º turno mostram Campos com 42% versus 34% de Lyra; no segundo turno, Campos aparece com 46% ante 38% da governante.

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