- Mesmo com ações de Donald Trump para barrar parques eólicos offshore, o setor continua a crescer e contribui para manter os preços de energia sob controle.
- Até 2027, os EUA devem ter quase 35 vezes mais capacidade de geração de energia eólica offshore, somando cerca de 6 gigawatts adicionais à rede.
- Projetos como Empire Wind, da Equinor, e Vineyard Wind exemplificam o avanço; no entanto, decisões judiciais têm derrubado algumas restrições impostas por autoridades.
- Em 2025, a energia eólica respondeu por aproximadamente 10% da eletricidade nos EUA, com custos competitivos mesmo sem subsídios, especialmente quando gerada offshore.
- O setor gera cerca de 2 bilhões de dólares por ano em impostos e arrendamentos, emprega cerca de 133 mil pessoas e recebeu pagamentos públicos para incentivar projetos, incluindo quase 1 bilhão de dólares à TotalEnergies e 885 milhões a outras empresas.
O avanço da energia eólica nos Estados Unidos acontece apesar de ações do governo para frear o setor. Desde o retorno de Donald Trump ao poder, medidas de restrição foram adotadas, mesmo diante de custo elevado de combustíveis e demanda por eletricidade.
Trump prometeu impedir a expansão de parques eólicos, com congelamento de arrendamentos, ordens de paralisação de obras e licenças retiradas. Em março e abril, o governo também destinou recursos para empresas que desistiram de projetos offshore.
Ainda assim, o setor cresce e pode ser responsável pela maior expansão já vista. Até 2027, a capacidade offshore pode chegar a quase 35 vezes o nível de 2016, segundo estimativas de especialistas.
Desdobramentos e decisões judiciais
Especialistas dizem que há dois lados na história: crescimento técnico e batalhas legais. Tribunais já derrubaram parcialmente a proibição de Trump, permitindo a retomada de alguns projetos.
Entre os projetos em pauta está Empire Wind, da Equinor, ao sul de Long Island, que já operava sob ordem de paralisação derrubada. A turbina de grande porte pode fornecer energia a famílias por longos períodos com uma rotação.
Impacto econômico e geração
Em 2025, a energia eólica respondeu por cerca de 10% da eletricidade dos EUA, atrás do gás natural, nuclear e com participação crescente frente a outras fontes. Sem subsídios, ventos offshore ajudam a manter preços competitivos.
Projetos eólicos offshore geram cerca de 6 gigawatts até 2027, suficientes para abastecer 2,5 milhões de residências. Além da geração, o setor contribui com impostos e pagamentos de arrendamento, gerando receitas locais.
Emprego e custo para consumidores
O setor emprega cerca de 133 mil pessoas, com manutenção de turbinas entre as funções de maior crescimento. A redução de custos para consumidores ocorre principalmente quando o vento cobre boa parte da demanda sem custo de combustível.
Analistas destacam que a volatilidade política afeta a confiança de investidores, mesmo com decisões judiciais favoráveis. Prevê-se que incertezas presidenciais influenciem novos projetos offshore.
Perspectivas para o futuro
Estudos indicam que a demanda por eletricidade e os incentivos tributários moldam o ritmo de implantação. Observa-se apoio público à energia renovável, incluindo entre eleitores republicanos, o que pode favorecer o avanço.
A lógica econômica da energia eólica é apontada como fator decisivo para o futuro do setor, segundo especialistas. Mesmo com contratempos, defensores sustentam que a energia limpa tende a prevalecer.
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