- Em dois mil e vinte, Divoncir Schreiner Maran e a esposa, Viviane Alves Gomes de Paula, compraram terreno em condomínio de luxo em Campo Grande e construíram uma casa, com obra estimada em mais de R$ 2,1 milhões.
- A Polícia Federal aponta que os pagamentos a fornecedores da obra teriam sido feitos pela esposa em dinheiro vivo, conforme mensagens interceptadas.
- O serviço de móveis planejados para o imóvel teve orçamento de aproximadamente R$ 650 mil, com Viviane indicando encontro para quitar parte da dívida.
- Existem indícios de pagamentos em dinheiro para evitar registros formais, inclusive dentro de veículos; a origem do dinheiro não foi identificada.
- A atuação do desembargador na liberdade de Gerson Palermo, condenado a duzentos e vinte e seis anos, é alvo de investigação do CNJ; o magistrado foi punido com aposentadoria compulsória em fevereiro, e a defesa nega irregularidades.
O que aconteceu: a Polícia Federal detalha que a esposa do desembargador Divoncir Schreiner Maran, Viviane Alves Gomes de Paula, participou de pagamentos de alto valor com dinheiro vivo para obras e serviços ligados à construção de uma mansão em Campo Grande. A obra custou mais de 2,1 milhões de reais.
Quem está envolvido: além de Divoncir Maran, o relacionamento com Viviane Alves aparece em relatório do CNJ, que investiga a atuação do magistrado na decisão que liberou o megatraficante Gerson Palermo em 2020. A defesa do casal nega irregularidades.
Quando e onde ocorreu: a compra do terreno e a construção ocorreram em 2020, em um condomínio de alto padrão na cidade de Campo Grande, MS. A entrega e financiamento da obra ocorreram ao longo daquele ano.
Por que isso é relevante: a investigação envolve a possibilidade de pagamentos em dinheiro para evitar registros formais, incluindo pagamentos dentro de veículos e para quitar dívidas com fornecedores. A origem do dinheiro não foi identificada pela PF.
Detalhes da investigação: constam conversas interceptadas que indicam uso de dinheiro vivo para pagamentos de móveis planejados, ferragens e serviços de construção, além de solicitações para encontros com fornecedores para efetuar pagamentos em espécie. Em um dos diálogos, Viviane solicita encontro para quitar parte de dívida.
Resultados e desdobramentos: o caso integra o PAD que levou o CNJ a punir o desembargador com aposentadoria compulsória em fevereiro. Palermo, condenado a 126 anos, foi solto em 2020 sob decisão liminar que, segundo o CNJ, não possuía laudo médico comprobatório da condição alegada.
O que diz a defesa: a defesa afirma que o desembargador e Viviane negam irregularidades e aguardam acesso à investigação para apresentar a defesa. A leitura da nota completa ainda depende do texto encaminhado pelos advogados e da documentação oficial.
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