- Flávio Bolsonaro busca reunião com o presidente Donald Trump nos Estados Unidos desde o fim de semana, com convite intermediado pelo secretário de Estado Marco Rubio e pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
- A reunião não foi confirmada pela Casa Branca, e o objetivo seria sinalizar apoio na pré-campanha e mostrar laços entre a família Bolsonaro e o governo americano.
- Do lado da campanha de Flávio, a presença ao lado de Trump seria interpretada como fortalecedora da relação entre o governo dos EUA e o núcleo familiar, em contexto de avanços do governo Lula em pautas legislativas.
- A possibilidade de encontro depende de qualquer desdobramento na negociação de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, que pode levar ao cancelamento da reunião.
- Dentro do bolsonarismo, há quem veja o vínculo com Trump como forma de manter votos próximos, enquanto outros temem que o registro possa soar como apoio a posições radicais, prejudicando eleitores de centro.
Nos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda busca um encontro com o ex-presidente Donald Trump nesta terça-feira. A reunião não foi confirmada pela Casa Branca, mas a campanha de Flávio diz que ele foi convidado por meio do secretário de Estado Marco Rubio e do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Para apoiadores, o encontro sinalizaria apoio à pré-candidatura de Flávio em meio a queda nas pesquisas, após o vazamento de um áudio em que ele solicita recursos ao banqueiro Vorcaro, dono do Master, para um filme sobre o pai. A defesa, porém, sustenta que a aproximação demonstra cooperação entre governos.
Compromissos de Flávio em Nova York aparecem cercados de incertezas, já que a reunião pode ser cancelada por mudanças na negociação de um eventual acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. A agenda depende de desdobramentos diplomáticos em curso.
Desdobramentos políticos
A campanha de Flávio vê no encontro uma oportunidade de consolidar vínculos com o governo americano, o que pode influenciar a percepção pública em meio a pautas legislativas em curso no Brasil. Já críticos alertam para o risco de associar o clã a setores radicais.
Para parte da base bolsonarista, a reunião reforçaria a imagem de apoio ao grupo. Já adversários avaliam que o registro ao lado de Trump pode afastar eleitores de centro, justamente em momento de busca por moderar a imagem pública.
A operação envolve ainda a tensão entre estratégias de comunicação da família Bolsonaro e o cenário político brasileiro, com o governo Lula avançando em propostas que podem ganhar apoio popular, como mudanças em políticas públicas diversas.
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