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Governo Trump processa Universidade da Califórnia por suposto antissemitismo

Departamento de Justiça processa UCLA por suposta discriminação contra estudantes judeus e israelenses, afirmando ambiente hostil que viola leis federais

Manifestantes pró-Palestina no campus da UCLA em maio de 2024, depois que acampamento foi considerado ilegal
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  • O Departamento de Justiça dos EUA processa a Universidade da Califórnia em Los Angeles por suposto ambiente educacional hostil para estudantes judeus e israelenses, alegando violar lei federal contra discriminação por raça, cor ou origem nacional.
  • É o segundo processo do governo de Donald Trump contra a UCLA pela mesma acusação de discriminação contra a comunidade judaica.
  • A ação cita como exemplo o acampamento pró-Palestina montado no campus em abril de 2024 e afirma que estudantes judeus foram atacados.
  • Em maio de 2024 houve confronto entre manifestantes pró e contra Israel; segundo o The New York Times, cerca de 200 manifestantes pró-Israel entraram no espaço durante a noite para retirar barricadas.
  • A UCLA não divulgou uma declaração sobre o novo processo; anteriormente, o governo já havia acusado a universidade de manter ambiente de trabalho hostil para professores e funcionários judeus.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou com uma ação judicial contra a Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), alegando que a instituição tolerou um ambiente educacional hostil para estudantes judeus e israelenses. O processo, o segundo movido pelo governo de Donald Trump contra a universidade em meses, acusa violações de leis federais contra discriminação por raça, cor ou origem nacional em programas que recebem financiamento federal.

A ação sustenta que a UCLA foi conivente com o antissemitismo generalizado no campus e cita como exemplo o acampamento pró-Palestina montado em abril de 2024. Estudantes judeus teriam sido alvo de ataques, segundo o texto da queixa. O DOJ afirma que a negligência deliberada da universidade contribuiu para um ambiente inseguro para esse grupo de estudantes.

Bill Essayli, principal procurador-assistente dos EUA para o Distrito Central da Califórnia, afirmou que as universidades devem manter campi seguros e inclusivos e que aquelas que desrespeitam leis de direitos civis serão responsabilizadas. Em maio de 2024, houve confronto entre manifestantes pró e contra Israel no acampamento, com relatos de invasão noturna de espaços e desacordos entre os dois lados.

Em fevereiro de 2026, o governo já havia acusado a UCLA de manter um ambiente de trabalho hostil para professores e funcionários judeus. O novo processo, contudo, foca especificamente nos estudantes do campus. A UCLA não divulgou uma resposta oficial ao novo processo.

A ação judicial ocorre pouco depois de um tribunal federal de apelações manter, na mesma terça-feira, parcialmente uma liminar que exigia a restauração de bolsas concedidas pela Universidade da Califórnia. Em 2025, o governo cancelou os benefícios, argumentando que eram destinados a políticas de diversidade, equidade e inclusão com as quais a administração é contrária.

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