- Hugo Motta afirmou à CNN Brasil que o fim da escala 6×1 não é o grande vilão da produtividade do Brasil.
- Segundo o deputado, o aumento da produtividade passa pela redução da burocracia, pela eficiência tributária, por investimento em tecnologia e industrialização, e pela adoção de modelos internacionais de sucesso.
- Ele disse ter plena convicção de que há ganho de produtividade com a redução da jornada de trabalho, argumentando que o trabalhador pode se dedicar mais no ambiente de trabalho.
- O deputado também citou que a menor escala pode vir acompanhada de menos atestados médicos.
- O Brasil enfrenta aumento de afastamentos por transtornos mentais, que custaram quase R$ 1 bilhão ao INSS em 2025, com recorde de mais de 546 mil afastamentos no ano anterior, alta de 15,6% frente a 2024.
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, afirmou em entrevista exclusiva à CNN Brasil que a ideia de que a escala 6×1 seria o grande vilão da produtividade no Brasil não procede. Segundo o parlamentar, a alta de produtividade depende de mudanças estruturais no país como um todo, e não apenas de alterações pontuais na jornada de trabalho.
O deputado destacou que a melhoria do indicador envolve reduzir a burocracia, tornar o sistema tributário mais eficiente, investir em tecnologia e promover a industrialização. Também mencionou a necessidade de adotar modelos internacionais bem-sucedidos para orientar reformas.
Motta explicou que, na visão dele, a redução da jornada pode, sim, representar ganhos de produtividade, desde que acompanhada de medidas que elevem o desempenho no ambiente de trabalho. O deputado argumentou que menos horas podem reduzir atestados médicos.
Ele citou ainda que a redução da escala pode trazer ganhos de empenho entre os trabalhadores, desde que haja condições para manter a qualidade da produção. A proposta é vista por apoiadores como um estímulo a maior foco e disciplina.
Críticos à PEC que altera a carga horária lembram que mudanças abruptas podem impactar a produção e exigem avaliação cuidadosa de efeitos macroeconômicos. A discussão ocorre em meio a debates sobre competitividade e emprego.
Dados oficiais sobre produtividade indicaram que políticas estruturais são necessárias para mudanças consistentes no desempenho econômico do país. Autoridades e gestores costumam defender um componente institucional mais robusto.
No âmbito da saúde ocupacional, o Brasil registrou aumento de afastamentos por transtornos mentais. Em 2025, esses afastamentos custaram quase 1 bilhão de reais ao INSS, segundo fontes oficiais.
Na comparação com 2024, o número de afastamentos por motivos de saúde mental chegou a um recorde histórico, com mais de 546 mil casos no ano anterior, representando alta de 15,6%. Fontes da Previdência Social acompanham o cenário.
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