- MPF renovou acordo com a Verifact para uso de provas digitais nas eleições de 2026, com foco no monitoramento de abusos online e na agilidade das investigações.
- Em 2022, o MPF realizou 2.125 coletas de evidências digitais por meio da Verifact.
- A nova fase prevê capacitar mais de 300 servidores e consolidar a plataforma como ferramenta operacional com aceitação em juízo.
- A ferramenta é simples de usar e não exige conhecimentos avançados em perícia digital, abrangendo ainda áreas como direitos autorais, propriedade intelectual e investigações na internet.
- O sistema registra metadados e segue normas forenses, como ISO 27037, garantindo integridade e validade jurídica das informações coletadas.
O Ministério Público Federal (MPF) renovou o acordo com a Verifact para uso da plataforma de provas digitais nas Eleições de 2026. O objetivo é monitorar abusos e irregularidades no ambiente online, ampliando a capacidade de coleta de evidências. A renovação também prevê capacitar mais de 300 servidores e reconhecer a plataforma como ferramenta operacional com validade em juízo.
A parceria, firmada originalmente em 2022, automatizou a coleta de provas digitais e reduziu a dependência de peritos. Em 2022, o MPF realizou 2.125 coletas por meio da Verifact, fortalecendo as investigações e a segurança das evidências para o processo judicial.
Funcionalidade da ferramenta
A plataforma permite registrar provas digitais com rapidez, sem exigir conhecimentos técnicos avançados. Sua operação facilita a coleta segura e confiável, com foco na preservação da integridade das informações.
A ferramenta é aplicável além do ciclo eleitoral, abrangendo áreas como direitos autorais, propriedade intelectual, relações de consumo e investigações na internet. A coleta segue normas forenses para manter a cadeia de custódia e a validade jurídica.
Tecnologia e credenciais
A Verifact foi criada em 2019 para transformar conteúdos digitais em evidências com validade jurídica. A coleta ocorre em ambiente isolado, com metadados registrados automaticamente para rastreabilidade.
Segundo a empresa, a plataforma evita a manipulação durante o registro, atendendo aos requisitos técnicos exigidos pela Justiça para esse tipo de prova. O CTO Alexandre Munhoz aponta que o padrão técnico oferece robustez diante de conteúdos voláteis da internet.
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