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Operação contra Castro agrava cenário político em reduto de Flávio Bolsonaro

Operação da PF contra Cláudio Castro agrava desgaste de Flávio Bolsonaro no Rio, com receio de que diálogos com Vorcaro vinculem-se aos áudios de Flávio e recalquem a pré-campanha

Ex-governadores do Rio de Janeiro
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  • Polícia Federal realizou nova operação contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
  • A ação investiga a transferência de R$ 3,7 bilhões do Rioprevidência para o Banco Master e fundos ligados à instituição.
  • Integrantes do PL temem que diálogos entre Castro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sejam divulgados pela PF, ampliando o desgaste político.
  • Há preocupação de que o caso respingue na pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e no palanque do Rio, incluindo o deputado Douglas Ruas.
  • O Rio é visto como estado-chave na disputa presidencial, com a base bolsonarista sob pressão após recentes desdobramentos da operação.

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira 26 uma operação que mira o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, filiado ao PL. A ação apura a transferência de 3,7 bilhões de reais do Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores, para o Banco Master e fundos vinculados à instituição. A ofensiva ocorre no contexto de investigações anteriores sobre o grupo Master e operações associadas.

A operação se soma a outra ação iniciada há 11 dias contra Castro para apurar atuação em favor do grupo Refit, ligado ao empresário Ricardo Magro. As apurações avançam sobre supostos favorecimentos a esse conglomerado financeiro, com avaliação de possível envolvimento de agentes públicos. Ainda não há conclusão sobre a extensão das decisões tomadas.

Essa sequência de movimentações ocorre em meio a tensões dentro do PL, que observam a contaminação de campanhas da base bolsonarista no Rio. Aliados temem que diálogos envolvendo Castro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro possam ganhar desdobramentos por meio de material apreendido pela PF.

Desdobramentos políticos no Rio

A conjuntura no estado é vista como crucial para a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência e para a performance de Douglas Ruas, presidente da Alerj. A percepção de risco é de que as investigações prejudicariam o palanque bolsonarista, especialmente por ligações entre Castro, Ruas e o desempenho da campanha no Rio.

Castro já enfrentou outras dificuldades políticas, como a inelegibilidade determinada pelo TSE por contratações de cabos eleitorais com recursos públicos. A renúncia do governo estadual após esse ciclo agravou a instabilidade administrativa e reforçou a atuação de figuras ligadas ao Judiciário no período, elevando o escrutínio sobre medidas de gestão.

Em meio a esse cenário, o Paes e outros protagonistas do espectro político sinalizam estratégias distintas para lidar com a pressão. A PF não informou detalhes adicionais, mantendo o foco na coleta de informações e na perícia de documentos relacionados aos repasses.

As autoridades ressaltam que a apuração visa esclarecer responsabilidades envolvendo o Rioprevidência e operações associadas ao Banco Master, sem antecipar conclusões. A defesa de Castro não enviou pronunciamento até o momento.

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